como um velo pronto a ser fiado,
como uma meada pronta a ser dobada,
um projecto novinho para iniciar...
Já faz quase 1 ano que nos ofereceram um velo de merino alentejano castanho. Era o primeiro velo da ovelhita. Um pêlo muito fino e curto. Demorei muito tempo a ganhar coragem para trabalhar esta lã.
Antes de ir de férias cardei com muito cuidado pequenos pedaços de lã, coloquei-os lado a lado até ter volume suficiente para fazer um rolag. Depois das férias foi fiar com a calma necessária.
O fio não ficou muito uniforme, por culpa da fiadeira que ainda não tem mão firme, mas também pela preparação do velo. Continuo a achar que cardar à mão é uma arte muito difícil. É dificil distribuir homogeneamente o pêlo e retirar todos os nós. Quando se está a fiar, volta não volta aparecem uns grumos, e o fio vai variando de espessura.
Fiquei com uma meada de 110 gr e 130 m. 9 /10 wpi (warp per inch ou voltas por cada polegada) o que segundo as tabelas sugere agulhas 5 a 8mm.
Agora falta decidir o que fazer com a meada. Não é muito grande, por isso talvez dê uma gola ou um pequeno xaile. Demorei um ano a fiá-la....espero não levar outro a tricotar ; )
Alguém tem sugestões?
Procurei toda a informação que consegui. Comecei pelo Alden Amos ( a bíblia da lã), procurei na net descrições do processo industrial e artesanal da lã, li vários blogs....e cheguei a um método que já produz resultados agradáveis. A qualidade do fio depende em grande parte da preparação da lã, daí a importancia destes passos.
A preparação dos velos envolve 3 passos principais: a lavagem, abertura da lã e cardagem.
Entretanto e para fazer o gosto ao dedo, fiz este body em algodão. Achei muita piada a estas botinhas pela originalidade. Encontrei-as aqui. O modelo é de aproximadamente 1 ano.