sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Boas Meadas

 
Boas Meadas vos traga o ano de 2013
 
 
Até para o ano...

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

domingo, 25 de novembro de 2012

Fim de Semana de Chuva

Este foi o primeiro fim de semana de chuva! Choveu dia e noite, tudo de seguida. Só deu para ir à rua num pulinho para não apanhar uma molha.
Foi o fim de semana certo para começar as prendas de Natal. Já falta pouco tempo e ainda há muito por fazer. Mas apesar de ter estado ocupada, a ponto de ficar com dores nos braços, não são esses afazeres que posto hoje. O tempo está muito escuro e não consegui tirar fotografias. Vai ter de ficar para a próxima. 

Depois da paragem "forçada" aqui do blog, resolvi dar uma arrumação às minhas tralhas. Entre sacos e saquetas descobri muitos tecidos esquecidos. Juntei tudo e deu uma quantidade considerável de pequenos tesouros guardados a que resolvi dar uso. 

Comecei por estas duas mantas com base numa fazenda tradicional. E para lhe dar cor juntei um tecido de algodão mais alegre. 
Têm tamanho para camas de grades e deixar os mais pequenos aconchegados no irverno que aí vem. 
O que mais gosto é o ar leve e fofo, como uma nuvem quentinha.



Estão disponíveis aqui.

Boa Semana!

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Azeitar

Azeitar foi a última experiência que fiz... azeitar a lã que já tinha sido cardada para poder fiar com mais facilidade.
A princípio achava a ideia estranha, quer dizer... primeiro lavamos a lã para tirar a gordura natural e depois acrescentamos mais gordura? Mas seguindo a sabedoria tradicional resolvi experimentar. Experimentei uma receita do Aldem Amos.
A realidade é que as minhas ovelhas não são de nenhuma raça destinada a aproveitar a lã, nem as criamos com os cuidados necessários para tirar o melhor partido da lã, elas pastam no campo em liberdade e agarram TODA a espécie de porcaria, natural claro.



 
Quando vejo algumas fotos de ovelhas e vejo aquele pelo comprido e sedoso fico a pensar que com esta qualidade de lã nunca conseguirei um fio muito perfeito.
Assim resolvi azeitar e está a resultar. 
A lã torna-se mais fácil de fiar. Não estou à procura de um fio perfeito, precisamente ao contrário, quero um fio com alguma consistência mas com alguma irregularidade também... logo eu que gosto das coisas muito alinhadinhas!

 
Vamos continuar a experimentar para ver o que sai. Para já azeitei também o chão, vamos ver se não caio ;)
 

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Meadas, meadas...

Muitas meadas temos para dobar. Se não bastassem as qua a vida traz, umas mais ensarilhadas que outras, ainda vou acrescentando algumas ao meu rol.
O tempo livre tem-me permitido trabalhar alguma lã.
 
 
Aqui está o meu cesto de trabalho. Tem lã lavada, as cardas e alguma lã já preparada.
A primeira meada é uma estreia, é lá de cabra angora, uma lã finissima e macia. Ainda tenho que aprender mais sobre a melhor maneira de tratar esta lã. É uma preciosidade.
Depois estão duas meadas da lã das minhas ovelhas. A branca tentei fiar de maneira a conseguir um fio mais rústico, mais imperfeito. A lã não é de qualidade que permita um trabalho perfeito, então tentei procurar outras potencialidades para esta lã, tentar tirar o melhor partido dela. Talvez sirva para fazer um tapete, vou experimentar. Mas para isso o fio deveria ser um bocadinho mais grosso e é o que estou a experimentar. O pior é que fiar um fio mais grosso é bem mais dificil que fiar um fio fino. No sarilho tenho uma primeira experiência dessa tentativa, é um fio mais grosso, com dois cabos e muita imperfeição. Vou lavá-la e ver como se porta numa amostra de tricot para tentar aperfeiçoar o processo.
A lã castanha também é das nossas ovelhas mas foi fiada pela minha irmã, está à espera de um projecto para ela.
A última meada foi fiada apartir de uma mistura de lã preparada industrialmente. Parece que a combinação de cores não ficou mal. Daqui vai sair uma gola para a minha filhota, que gostou do aspecto final. Espero que a aconchegue.

Pensava que não tinha nada para dizer mas afinal tinha muito para pôr em dia. 

PS. Hoje estive a ver as Mulheres de Bucos na TV e achei-as bem divertidas. Deve ser um prazer trabalhar com um grupo de senhoras como estas. Bem hajam.

domingo, 7 de outubro de 2012

Adam Dyess

Oiçam este senhor...




Bom Domingo

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Estás chateada com o blog?

Foi o que perguntou a minha irmã já faz 15 dias.
Não, não estou chateada. A minha vida deu mais uma pirueta, faz hoje 5 meses. Voltei a ingressar no mercado de trabalho com todas as consequências que isso implica.
Por um lado aprecio ter objectivos e viver a alegria de os conseguir cumprir. Gosto de trabalhar e conhecer gente nova que penso como eu, ou com ideias inteiramente desconhecidas para mim.
Mas também há o lado negativo. São 10 horas por dia totalmente dedicadas ao que me dá o sustento. Mas não ao que me preenche. Sobra muito cansaço e pouco tempo para viver. Pouco tempo para trabalhar naquilo que me dá prazer.

Foram 5 meses! Passaram a correr. Mas agora estou de volta!

Até breve

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Para um "menino Jesus"

Gosto muito de fazer roupinhas para bebé. Por um lado são sempre boas notícias, por outro são peças que se fazem rápido e que podemos ver o resultado final sem grandes demoras.
Quando soube que uma amiga ia ter um netinho, fui à procura.
Primeiro procurei a lã. A escolhida foi a Merino Land, da Rosários 4.
Gostei de trabalhar com esta lã. Gosto de trabalhar com lãs fininhas mas, para alguns trabalhos uma lã mais grossinha dá um efeito melhor. Penso que foi o que aconteceu neste caso.
A segunda procura foi dos modelos. Fiquei mesmo contente com a pesquisa que fiz no Ravelry. A variedade de modelos que facilmente surgem é grande. Neste caso combinei um casaco com umas calças de peitilho. Agradeço às autoras dos modelos que os partilham de forma generosa.

 
Gostei do resultado final. O modelo fez o possível para os mostrar bem.
Não são as cores tradicionais de bebé, mas dessas cores vai ter muitas fatiotas, de certeza.
Espero que lhe sirva e que seja um menino muito feliz.
 
Bom fim de semana.
 

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Muda de Vida, não queiras viver contrafeiro...


É uma bela música, ouvi-a muitas vezes, quando me sentia mais frustrada, mas nunca mudei de vida. Não tenho coragem nem imaginação para saber para onde mudar. Agora fui obrigada a mudar. Não foi opção própria, foi mesmo o fim do contrato. Grande susto. Era uma situação prevista. Em Janeiro tive um “intervalo”, uma amostra do que aí vinha. No final de Agosto terminou definitivamente. Vamos aguardar para ver surgir novas oportunidades, cada vez mais belas…
O difícil é cair na realidade e mudar de ritmos. No início foi mais fácil nem pensar, os miúdos ainda estavam de férias e era uma boa oportunidade para fazer umas limpezas cá em casa. Evitava pensar nisso.
Mas os miúdos já estão na escola, a limpeza da casa não me pode ocupar todo o dia. O que fazer?
Procurar novo emprego é claro. E tentar tirar o melhor partido desta etapa (temporária, espero eu).
Para já mudei de “secretária”.

 
Esta está cheia de lã para lavar. Vou tentar aperfeiçoar o que gosto de fazer. É preciso limpar e abrir a lã, lavá-la, enxugá-la, abrir de novo, cardar e só então fiar... Muitas voltas leva a lã, e todas com muitos segredos.
Em relação ao resto penso que vai ser preciso dar pequenos passos de cada vez.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Agosto

Se seguirmos as canículas que nos permitem "prever" o tempo para o ano de 2013, hoje já Agosto.

Estas fotos mostram o céu correspondente aos meses de Janeiro, Fevereiro e Abril. Dias limpos mas algo frios. O ditado "em abril águas mil" talvez se aplique no ano que vem.


Os dias seguintes têm sido limpos e cada vez mais quentes até chegarmos a Agosto (hoje) que deve ser o dia mais quente desta sequência, embora com alguma neblina de manhã.
As fotos correspondem aos meses de Maio, Junho e Agosto.
Numa primeira apreciação sem grande "técnica", parece-me que vai chover pouco para o ano que vem.
Vamos tentar confirmar.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Hoje é Janeiro

Hoje venho aqui muito rapidamente para explicar porque é que hoje é Janeiro.
Como em tantas zonas do país, no meu Alentejo utilizam-se os dias de Agosto para tentar prever o tempo que vai fazer no próximo ano. As canículas começam hoje.
Parece que no próximo ano Janeiro não será chuvoso. O dia começou enublado, mas manteve-se sempre calmo, com céu descoberto quase todo o dia. Agora, ao final da tarde, o céu está a escurecer um bocadinho.
Vou tentar fazer um diário das canículas e aprender a interpretar os sinais do tempo ao longo de 2013.
Até amanhã.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Férias

Escrever exige concentração, exige reflexão. Apesar deste blog servir para fazer um registo dos trabalhos que vou concluindo, gostava que o meu “diário” fosse mais do que um despejar de fotos. Para isso preciso de tempo, que é escasso… e algum dia vai deixar de ser? Preciso de aprender a gerir-me melhor, talvez seja essa a solução.
Mas se constato esse facto, não tomo medidas para o alterar. Vou de férias uma pequena semaninha, mas já pus no saco tantos trabalhos para as férias que não os devo concluir todos. Pelo menos começo-os e depois vou continuando.
Um dos trabalhos que já vai começado é um xaile para uma princesa. Num dia especial usei um xaile branco que já tem alguns anos.



É feito com uma lã finíssima, resulta um trabalho muito macio. A princesinha ficou encantada com a fofura e prometi-lhe um para ela.

Parece-me que o cor de rosa é a cor ideal para esta menina. O modelo escolhido já o tinha visto num livro antigo há bastante tempo mas ainda não tinha encontrado um pretexto tão bom para o experimentar. O modelo foi publicado em Londres, em 1845 por Mrs Gaugain, e utiliza uma terminologia um pouco complicada, exige estudo e dedicação.


Cá está a amostra feita.

E, coisa curiosa, o padrão das folhinhas é igual a uma amostra que me emprestaram. Esta amostra era para fazer umas meias, as meias das folhinhas. Faz-nos pensar como o mesmo desenho é utilizado em Inglaterra e no Alentejo onde, pelo menos do que é do meu fraco conhecimento, não se utilizam livros para aprender os pontos, guardam-se e emprestam-se as mostras.

Outro modelo que andava há muito tempo para experimentar é um xaile circular da Elisabeth Zimmermann, de quem eu sou admiradora. Mas não ficou circular, ficou em meia lua. Ficou bonito. Gosto de trabalhos grandes, deixam saudades quando acabam. São bons para descansar.


Até para a semana.

domingo, 17 de junho de 2012

Aprender sempre mais

São curiosos os motivos que nos levam a querer aprender sempre mais... às vezes em áreas que nunca nos tinham despertado o interesse. No meu caso ando com vontade de aprofundar os meus conhecimentos na área da etnografia e da fotografia.
A etnografia é um interesse que tem décadas, tento ler tudo o que vai sendo publicado e que me possa enriquecer um pouco mais; é uma área que vou tentar desenvolver com um pouco mais de método.
A fotografia é que é um interesse novo. É claro que gosto de fotografias, de as rever, de recordar... mas a ciência por de trás da fotografia passa-me completamente ao lado. A dificuldade em tirar fotos para colocar aqui no blog que consigam mostrar os pormenores dos trabalhos que vou fazendo fizeram-me pensar nesse assunto. Tenho que investir mais nesta área, vou investigar como... Entretanto houve alguém que veio em meu auxílio, parece que adivinhou os meus pensamentos... mesmo sem me conhecer. Gosto de seguir o blog Pano pra Mangas, tem-me dado a conhecer Londres, próxima cidade europeia a visitar (pelo menos faz parte dos planos para a "próxima", seja ela quando for). e deu-me as primeiras dicas para tentar melhorar as minhas fotografias. Obrigada.
Vamos ver se consegui aprender alguma coisa ... Aqui estão algumas fotografias para amostra. Repeti mais que uma vez as fotos das lembranças que fiz para o meu casamento. Como se diz no meu Alentejo, custei caro para a tirar.
Sempre procurando organizar as coisas com simplicidade (e também com alguma economia) resolvi fazer os convites e as lembranças cá em casa. Investindo algum tempo a procurar ideias através da internet conseguem-se boas ideias.
Comecei pelo convite, seguindo um modelo de envelope simples. Foi necessário fazer o molde, escolher a cartolina que mais se poderia adequar ao que tinha imaginado, recortar, imprimir os convites, recortar, enviar... Resolvido.
Passei às lembranças para os cavalheiros... não foram feitas cá em casa. O licor Beirão permite-nos personalizar o rótulo de acordo com os nossos gostos. Escolhemos uma fotografia da nossa casa, desejando que todos os convidados cá voltem sempre. Resolvido (este foi fácil).
Para as senhoras, tentei fazer alguma coisa que lhes fosse útil depois da festa. Esta bolsinha pode ser utilizada para trazer qualquer coisa na carteira, sem se perder, ou... O modelo é simples também, a depois da escolha dos materiais, foi só deitar mãos à obra. Trabalhoso mas não foi difícil. Acertar com o que poderia escolher para colocar entro da bolsa é que foi demorado. Afinal a solução foi simples, dois saquinhos de chá deram um perfume muito agradável a esta lembrança.
Por último tinha que fazer a distribuição da mesas e as ementas. Para as mesas lembramo-nos de escolher poemas, poemas cujas letras são inesquecíveis, a primeira a ser escolhida foi "ser poeta é..." da Florbela Espanca, mas outros autores se juntaram, Camões, Pessoa, outros mais modernos,  Rui Veloso, Chico Buarque, Edith Piaf. Temi que fosse piroso ou lamechas, mas resultou bem.
As ementas foras as mais fáceis de fazer.




Agora com mais pormenor, o interior das lembranças.


Juntando o antigo com o novo, para o batizado do filho utilizei a toalha do batizado do meu pai. E a salva para as alianças era da minha avó. Para não correr o risco de andar no meio da igreja à procura de alguma aliança perdida, fiz uma almofadinha para as prender. A almofada foi feita em linho e por cima apliquei uma renda em tricot circular. Tinha que meter o tricot nalgum lado...

Cá estão um dos motivos de umas aparições tão escassas no blog.

Entretando retomei uma ocupação que me fez muita falta nestes tempos... estou a tricotar, já nem era a mesma sem qualquer coisa nas agulhas para me descontarir... mas isso é tema para outro dia que a prosa vai longa... ;)

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Já fizemos o que ainda não tinha sido feito...


Esta era uma música que andava na minha cabeça no último mês, "Vamos fazer o que ainda não foi feito".

O tempo passa depressa de mais. Quando damos conta já se passaram quase 13 anos. Não é que mude muita coisa. Mas, como católica praticante, fazia-me falta. Assim marcámos a data e tentei que a cerimónia fosse o mais simples possível. Só tinha uma vontade, reunir todos os meus primos, e são tantos. Consegui. Estávamos todos. Não nos vemos com muita frequência, mas quando estamos juntos é uma festa que preenche o coração.
Este período foi muito atarefado. Organizar um casamento dá muito trabalho, são muitos detalhes. Ainda para mais quando se tem uma filha quase com 12 anos que viveu este período ainda com mais excitação que eu.
Hoje deixo-vos só a foto do bouquet. Proximamente vou tentar mostrar o que me tem ocupado os tempos livres. Hoje foi só o pontapé de saída…


quarta-feira, 11 de abril de 2012

Modelos Engenhosos

No último post falei de modelos de tricot com uma construção engraçada. Hoje vou voltar ao tema.

No final do ano passado encontrei um xaile, verdadeiramente engenhoso, pela sua simplicidade.

Como gosto muito de tricot circular e de tricot rendado, já me tinha ocorrido a ideia de utilizar os antigos naperons rendados, redondos, como base para construir um xaile. Mas a ideia nunca chegou às agulhas.

Quando vi uma ideia semelhante concretizada não hesitei e passei às agulhas. Encontrei-o neste blog de que gosto verdadeiramente. Acho a sua autora genial, pela sua criatividade e pela generosidade em partilhar tantas descobertas que vai fazendo.



Este xaile foi feito com uma lã muito bonita, da Brancal, mas que não se adaptou nada ao desenho. Para este efeito teria sido melhor uma lã lisa ou suavemente matizada.

As fotografias não foram das melhores que já tirei, o xaile foi dos primeiros que ofereci, no início de Novembro e já deu algum aconchego à sua dona.




Depois encontrei um desenho de um casaco fabuloso, seguindo a mesma base, um quadrado tricotado. A Receita é da Garnstudio Drops, o nome é Secret Garden – jardim secreto. Nada parece mal neste projecto.
A lã que estou a utilizar é a austrália, também da Brancal. Estou a usar 2 fios para ficar com a grossura pretendida. Gostava de experimentar os fios originais mas a diferença de preço é abismal e esta lãzinha faz um bom trabalho. O pior é que a lã está a acabar… tenho que ir buscar mais (lá tenho que ir dar uma voltinha a Lisboa, ;) )


Parece-me que esta técnica está a ganhar adeptos. Num outro blog que sigo encontrei outro modelo de xaile utilizando a mesma ideia. E este é também muito bonito...
Por aqui, pelo Alentejo, manteve-se a tradição de passar a segunda-feira de Páscoa na ribeira a comer os restos do borrego da Páscoa.

A tradição já não é o que era. Em vez do borrego levámos umas empadas que a minha mãe fazia e faz muito bem, são empadas da Cornualha, uma especialidade, as dela claro, que eu não acertei com a massa. Para a próxima sai melhor, de certeza.

O que se manteve foi o passeio pelas margens da Ribeira. Que bonita que é esta paisagem. O dia magnífico ajudou à festa. Para o ano há mais.





segunda-feira, 2 de abril de 2012

Preciso de me organizar…



É mesmo urgente, organizar-me e gerir melhor o meu tempo… ele é escasso e precioso… e tão fugidio.

Por isso não escrevo há tanto tempo…

E por outra razão…. Fizemos uma escapadinha da Páscoa. Fomos passear numa região linda e tão especial.



Penso que só compreende a Madeira quem lá vai porque falar e descrever as lindas paisagens, a altitude que se alcança em poucos metros, os sustos das profundidades abruptas, só pode dar uma pálida imagem da realidade. É preciso mesmo ir lá ver…

Mas parece-me que regressei mas não foi inteira… deixei lá no ar qualquer coisa, parece que não me consigo concentrar… ainda para mais os miúdos estão de férias em casa, a agitação não ajuda a “assentar” ideias.

Tenho seguido um Blog e tentado simplificar a minha vida para tentar estar mais liberta. Ainda não aprendi muito. Gostei do conceito de “destralhar”, tento aplicá-lo devagarinho… é sempre mais o que entra do que o que sai. Vamos aprendendo com o tempo e a prática.


Só mais uma notícia para acabar por hoje, já terminei o colete do pastor. Está operacional, embora um bocadinho curto. Segui um modelo da Elizabeth Zimmerman. Gosto da sua forma simples, gosto de modelos “engenhosos” como este é e tantos outros desta autora.



A lã é cá da casa. As principais dificuldades foram acertar na quantidade de lã para fazer o colete. Como não acertei à primeira tive que fiar mais lã por duas ocasiões. De cada vez que tentava a espessura da lã variava. Embora na altura de fiar não visse diferença, quando chegou às agulhas vi bastante diferença, zonas mais espessas e zonas mais finas. Essas diferenças também resultaram da qualidade da lã. Não foi seleccionada na altura da tosquia nem na altura da lavagem, nem da fiação. Alguma lã era mais curta e mais áspera, outra mais comprida e macia. É claro que a experiência da fiandeira ainda não é a suficiente para saber ultrapassar estas dificuldades. Como resolvi o problema? Tricotei duas filas alternadas de cada novelo. Assim consegui um efeito final mais homogéneo. Pelo menos mais um bocadinho. Depois de lavar deve ir tudo ao lugar.



sexta-feira, 9 de março de 2012

Cardas

Chegou um novo lote de cardas! Pode vê-las aqui.

Bom trabalho e bom fim de semana.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Rolhas de Cortiça

Não é lã, mas pela descrição parece. Ora oiçam:

"...é um óptimo isolante térmico e acústico, ela é impermeável, durável e até muito agradável ao toque e ao olhar."




Bom fim de semana

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Uma Ovelha...


Tosquiada...
Lavada....
Escariada...
E cardada....
(aleluia! agora vem a parte divertida.)

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Querida mana, então que tal?

Pois é mana. Aqui no alentejo queixo-me do mesmo… o tempo foge e nem sei para onde, ou em quê… Ainda mais agora que se acabou o intervalo… e ainda bem que se acabou, pelo menos por enquanto.

As ocupações que tenho tido também têm sido das mais consumidoras de tempo. Tenho estado a abrir a lã lavada durante o verão, para a poder cardar. A lã, mesmo depois de lavada, ainda está carregadinha de sementinhas, pedacinhos de ervas, e nozinhos sem fim. Tem que ser separada tufinho por tufinho. É engraçado que vamos conseguindo uns tufinhos mais ásperos e outros mesmo macios.


Fica realmente mais branquinha como se pode ver pela amostra, mas desta vez não ficou tão limpinha como gostaria. Ainda se notam muitos novelinhos na lã já penteada. E quando a estou a fiar o fio fica mesmo rústico… Tenho muito que aprender ainda.

Para combater o frio que se tem feito sentir por aqui utilizei uma meada que fiaste já há muito tempo e que eu tingi com pacotes de sumo tang. O modelo é bastante simples, encontrei-o na net. Basta fazer um rectângulo, coser as pontas deixando no meio um espaço aberto para sair o polegar.



As paisagens de inverno surpreendem-nos.
Será que da bruma saiem bons ventos?




quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

O tempo passa

O tempo passa mais depressa do que dou conta. Ponho-me a olhar para trás a tentar perceber onde o perdi, onde foi que o usei. Já estamos a meio de Fevereiro e tenho pouco trabalho feito para mostrar.

Este é um dos sítios onde gasto algum tempo. É um site associado da Amazon onde se pode realizar trabalho online. Estão disponíveis algumas tarefas, como pequenas traduções e transcrições de audio ou fotos, entre outras. Em troca é pago um montante que pode ser transformado em saldo na Amazon. 

É assim que tenho adquiridos alguns livros. Daqueles que não há por cá. Vou tirando ideias, vendo as novidades. Vou descobrindo novas autoras e o seu trabalho e espero aprender alguma coisa no processo.

Este são alguns dos títulos que já comprei. Mais tarde mostro os restantes.




quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Couve Roxa

Andei outra vez a brinar com couve roxa. Gostei dos promeiros resultados e tentei repetir...mas não consegui . Sairam cores diferente e inesperadas. O primeiro impulso veio daqui. Segui as intruções o melhor que pude e outras vezes nem por isso.
Foi isto que obtive.


As primeiras tentativas (1 e 2) segui as instruções à letra. Cozi a couve com sal durante 30 minutos. Escorri o caldo logo de seguida, juntei um pouco de vinagre e fervi de por 1 horita. Nesta altura fiquei muito frustada porque o azuis não pegavam. Mas mesmo assim gostei do lilás (1) que saiu.
Ainda no mesmo caldo juntei alúmen e fervi outra amostra. Desta vez já só havia azuis no caldo e foi o que deu (2).

As restantes amostras foram feitas a partir de um caldo sem sal (cozi a couve 30 minutos sem mais nada). O caldo fica azul, mas assim que se deita vinagre (ph ácido) vira roxo outra vez. 3 foi fervido só com vinagre e 4 com vinagre e alúmen (aplico o alúmen directamente no caldo e não à parte).

5 e 6 em vez de vinagre juntei sal (e alúmen no 6). O alúmen não altera a cor só a intensifica. Com o sobrou do caldo com sal, juntei bicarbonato de sódio (ph básico). Além do cheiro nauseabundo faz espuma que não pára, e o que era azul torna-se ocre (7). Se calhar exagerei no bicarbonato, porque na receita original fala em verde!

E pronto, chega de couve roxa...acho que estou pronta a passar para a beterraba ;)

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Chapéus há muitos...

Pois é.... chapéus há muitos e muito giros, e fáceis de fazer.
Este último demorou um fim de semana. A sua construção é muito engraçada e bem engendrada. Encontrei-o aqui e, muito apropriadamente, o seu nome é escargot.

Fazem-se muito rápido, ficam prontos a usar em menos de nada... o pior é que não gosto nada de me ver de chapéu. Será que me vou habituar?


Que mais tenho feito? Fiar... acabei a lã cardada, comecei a longa tarefa de abrir lã para cardar. Vamos ver se antes do fim do inverno o pastor ganha o seu colete, feito com o fio das próprias ovelhas.


quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Xaile do Natal

Comecei este xaile mistério em Março.
A ideia era estar pronto até ao natal, mas o natal é quando um homem quiser... ainda veio a tempo.
Gosto desta ideia de fazer um trabalho surpresa, ir vendo como vai crescendo até ser surpreendida pelo resultado final. E gostei mesmo do resultado final.





Escolhi fazer o xaile quadrado porque nunca tinha feito nenhum, escolhi fazer com contas porque nunca as tinha utilizado no tricot e porque não gosto de nupps (borbotos?).
Um xaile quadrado é dificil de fazer. Começa bem, as voltas são curtinhas e cresce rápido. Mas a reta final é muito demorada... como meta tentava fazer 2 voltas por dia, mas quando se tem 20 ou 30 voltas para concluir, demora uma eternidade...
Utilizei uma lã da Brancal, Australia, facil de trabalhar e que se adequa muito bem ao trabalho rendado.
A maior satisfação que tive foi quando o estiquei... aí é que consegui ver toda a beleza do trabalho. E esta lã tambem se porta muito bem nesta operação.




Fico à espera de novo desafio.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Romã

A meada já foi tomar banho.
Ficou com uma cor amarelo acastanhado.
Utilizei cascas de romã que fui secando e juntando.
Resta-me saber se utilizar cascas fresca tenho o mesmo resultando e experimentar alguns mordentes (e quais).
Este banho foi o mais simples possível. Aqueci as cascas de romã na água durante 45 minutos, coei o caldo e juntei a meada já molhada. Ferveu mais 45 minutos.
Este foi o resultado.


Quaisquer sugestões são bem vindas.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Surpresas

A vida é cheia de surpresas.
Prega-nos cada partida... Este ano começou assim, cheio de surpresas. O que vale é que para cada problema que surgia, surgia tambem a solução... Só espero que seja sempre assim.
No final do ano passado queixava-me da falta de tempo livre. Caiu-me um intervalo em cima. Só espero que seja bem curto. Cabe-me a mim encontrar a forma mais agradável e produtiva para ocupar este subito tempo livre.
Por enquanto tenho ocupado algumas horas com estas duas peças.

e o resultado foi esta meada.  
Pesa cerca de 180gr. Quando for lavada deve ficar um pouquito mais leve. Fiz um fio muito fininho e como só tenho uma bobine resolvi fazer um fio triplo com o método navajo plying. Não é um fio muito homogéneo, tem ainda muito pêlo. Mas é o meu primeiro fio, crescido nas nossas ovelhas, lavado no tanque (até com um bocadito de lixívia para matar algum bichito que estivesse na água), aberto à mão, cardado na cardadeira na mana e fiado na minha rodinha.
Só me faz falta um instrumento que vi uma vez, a que chamaram cardadeira, que servia para abrir a lã. O preço que me pediram é que era proibitivo. O pior é que não me sai da memória. Será que faz um trabalho bem feito?
O destino desta meada é tomar um banhito, como já disse, e experimentar o que acontece quando toma banho com umas cascas de romã que venho guardando. Depois vai ser um xailinho (que falta de imaginação) com um ponto que aprendi numas meias rendadas emprestadas por uma amiga. Vamos ver se sai da imaginação para a realidade.
Já está a entrar na roda um fio mas grossinho para fazer um colete para aquecer o marido nos frios do inverno. Tenho que me despachar antes que chegue a primavera.