segunda-feira, 28 de junho de 2010

Fim-de-semana

Este fim-de-semana foi esquisito. No domingo estava vento suão, um vento quente e amolecedor… que sensação tão estranha, que indolência tão grande… há tantos anos que aqui vivo e só agora percebi porque as pessoas se queixavam do vento suão. Parecia que o céu estava baixo, não se conseguia respirar. Só melhorou ao fim da tarde, com a trovoada.

Mas o sábado foi produtivo. Foi isto o que resultou de umas ideias que estavam à espera de ser concretizadas.



Um niddy-noddy (como se dirá em português? Sarilho?), mas parece-me que resultou um pouco comprido. Temos que experimentar, já estava a fazer falta.
Com o resto da cana fiz uma caixa para as agulhas de crochet. Foi só fechar com um bocadinho de cortiça.
E por último, umas agulhas de tricot, nº 9. Vamos ver se sabem tricotar. Pelo menos são levezinhas.
Estes trabalhos lembram-me um papagaio de papel, feito há muitos anos, na praia da Areia Branca, e quem o fez. O papagaio nunca voou mas a habilidade de quem o fez era maior que a minha. Lembro a estrutura, o papel e as tentativas para o fazer voar. E as histórias do “Vasco Lourenço” que o meu irmão inventava a caminho da praia. O nome estava no ouvido, na altura, e o protagonista era sempre um menino, chamado Vasco, que ia fazer recados à mãe e trocava sempre tudo. Nunca acertava uma. “Foge cão, não me faças trocar toucinho por sabão”.

Entretanto a mantinha vai crescendo.



Tem quatro quadrados, só faltam 5. Tendo em conta que cada quadrado é feito com 4 quadradinhos, só faltam uns 20. É um trabalho simples de se fazer, os quadrados são feitos na diagonal, a meio muda-se a cor. Não é preciso muita atenção. O pior é coser… não gosto de coser, é preciso muita atenção para os quadrados ficarem certinhos e não ficar com buracos no meio. Mas a mantinha vai ficar jeitosa. A “lã” é macia e quentinha, boa para o inverno. Vamos então continuar a manta, até acabar a lã.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Fim-de-Semana

Em primeiro lugar, como tinha prometido no último post, vou mostrar o que fiz com a lã kauni arco íris.



O modelo ajudou, o february lady sweater é lindo. Já o fiz 3 vezes. O primeiro foi para mim, mas o cão roeu-lhe a manga. Desmanchei-o e fi-lo outra vez. Da segunda vez um pouco mais pequeno. Gosto dele, é confortável.
Este fio da kauni é bonito mas o matizado da linha é difícil de trabalhar, pensei que num modelo circular a lã lhe daria um aspecto mais harmonioso. Ficou lindo.

Entretanto, estou a tentar fiar, mas a duas cores.



Ainda não sei se o efeito final resultará. Estou a pensar fazer um fio com 2 fios, 2 ply, como se dirá em português?
Mas juntar as duas cores não é fácil. Já cardei, já separei em “madeixas” finas, mas fica sempre aos bocados, um bocado vermelho e um bocado amarelo. Quando juntar os 2 cabos deve ficar bem. Só no fim é que descubro.
Será que alguém tem alguma sugestão?

Retomando a ideia da manta inspirada em patchwork e azulejos, encontrei uma inspiração mais fácil de trabalhar.



É o chão da cozinha da praia. Vamos ver no que dá.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Intervalo

Parece que ando longe… às vezes temos que atender a outras obrigações, menos agradáveis, diga-se de passagem.
Mas o tempo não tem sido mal aproveitado, já deu para inaugurar o verão.
A nossa casa de férias é um lugar especial, respira-se lá harmonia. Pode ser do espírito da casa ou do espírito dos ocupantes quando para lá vão… não sei! Sinto-me lá bem. Apesar de este fim-de-semana ter sido um bocadito trabalhoso. A casa estava fechada há um ano.
O passeio na praia é que teve um lado desagradável. A praia desapareceu. Que tristeza. Será que o mar repõe a areia que levou? Foi tanta!



Entretanto, em casa da minha mãe, com a mana, estivemos a discutir o trabalho da lã depois de lavada. Eu que gostava mais de lavada sem detergente, ela que lavava com detergente. Penso que é uma questão de gostos, opiniões.
Mas lembrei-me de experimentar com o fio na sua forma original. O fuso não foi grande ajuda, mas gostei de trabalhar o fio tal como ele está. Para quem não se importa muito com o cheiro. Com as mãos podemos separar as fibras e os “lixos” maiores caiem. É muito macia a fiar e o fio fica mais homogéneo. Gostei deste passatempo “low-tech”. Um lápis dos miúdos, um bocado de lã… já está. Gostei.



Outra experiência, com o fio filigran, da Zitron. Estou a gostar muito de trabalhar este fio. É macio e suave.




Agora preciso mesmo de opiniões. Acham que esta amostra pode crescer e dar um cachecol? Será que resulta bem? Todas as sugestões são bem vindas.


Outra descoberta foi que a Ovelha Negra , do Porto, tem um grupo no ravelry. Já conhecia o grupo da Retrosaria e fiquei logo viciada. Vou lá procurar muitas novidades. Mas o grupo da Ovelha Negra tem vários KAL. Deu-me vontade de acompanhar… é bom saber que esta paixão é partilhada. O que me está a aguçar o apetite é o Annis, é lindíssimo. E gostaria de experimentar com a mé-mé que já cá tenho em casa ou com esta lã da Kauni, azul e castanho. Já fiz um casaco com esta lã para a princesa. Ficou um arco íris lindo, embora a lã seja um pouco áspera. Vou mostrar um dia destes.

sábado, 12 de junho de 2010

Cardas

A necessidade aguça o engenho!
E é verdade, estou quase uma carpinteira de mão cheia.


A falta de acessórios de fiação em portugal e os preços praticados na net fez-me, mais uma vez, produzir o meu próprio material.
Aproveitei os feriados e pontes e construi estas cardas.


Os panos de cardar mandei vir de Inglaterra por correio e chegaram cá em menos de uma semana.

As madeiras encontrei numa estância aqui perto, e o resto foi simples, uns parafusos, cola e muita calma.

Acabei por fazer 3 pares de cardas, um par fica comigo, o outro vai para a minha parceira de aprendizagem.
Já temos a lã, já a lavámos, já temos as cardas, os fusos vieram do curso na ervilha cor de rosa. Estamos prontas para trabalhar a lã.

Mãos à obra! Vamos fiar.

terça-feira, 8 de junho de 2010

A primeira

A meada não era grande mas foi a primeira. A primeira meadita… espero que de muitas.



Tinha ideia do que queria fazer com este fio, mas não sabia se sairia bem.
Da primeira vez trabalhei com agulhas muito finas, não ficou bom porque o fio é muito irregular. Repeti o trabalho com agulhas mais grossas. Parece-me que ficou bonito.



Nota-se que o fio não é regular. Em baixo nota-se a primeira lã trabalhada, lã de carneiro, que a Tita Costa trouxe. Depois vai-se notando um fio mais aperfeiçoado, mais macio de lã já cardada, é uma lã mais macia e fácil de trabalhar. Um dia, vai ser um quadro. Parece-me que é o melhor destino.
Ainda restou um pouquito de lã no carrinho de linhas.

O Desafio que está agora a “fermentar” é para uma meada de filigran azul (de Zitron), lindíssima, macia. Vamos ver que volta lhe damos…

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Dobar

Esta semana experimentei a minha dobadora. Funciona muito bem!
Já dobei as 3 meadas que estavam à espera de atenção, agora é só começar a trabalhar.

video

domingo, 6 de junho de 2010

A Lã

Quando estamos a aprender fazemos muitas asneiras, principalmente quando estamos a aprender sozinhos. O que nos vale são as ajudas que vamos encontrando na blogosfera, como é o caso da DonaPontoMaria, vamos trocando opiniões e talvez cheguemos a bom porto.
Começámos em Maio com as tosquias, o que nos valeu foram estes ajudantes…


Neste feriado começámos a lavar a lã. Como podem ver está bastante suja.


Quanto à lavagem da lã.... tinha uma guardada do ano passado. Está amarelita. Deve ser de ter sido guardada tão suja. Experimentei lavar na máquina mas não gostei. Ficou um bocado feltrada, apesar de ter sido lavada com água fria, detergente e sem centrifugar.

Ainda com a lã do ano passado, e depois de ter ouvido a Tita Costa, no workshop de fiação, fiz mais simples. Enchi um alguidar com água quente do esquentador e deixei lá a lã uma meia hora. Primeiro tirei-lhe a porcaria maior, porque estava mesmo suja.


Tirei a lã para um cesto da roupa, que até está partido por baixo, e deixei escorrer a maior.

Repeti mais 2 vezes.
Deixei-a secar ao sol no tal cesto que é bem arejado, mas tive que a virar várias vezes para secar por igual.


Notei a lã mais oleosa que a lavada com detergente na máquina. Segundo a Tita a lã com alguma gordura é mais fácil de fiar e parece-me que sim.
Quando repeti, com a lã deste ano, fiz igual. A lã ficou ainda muito suja mas macia e fácil de separar as fibras só com as mãos.


Ainda não experimentei com o fuso. Quando experimentar dou notícias.
Mas a próxima vai levar um bocadinho de detergente para ver se fica mais limpinha e se se continua a trabalhar bem.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Pôr a casa em ordem

Hoje é um dia bom para se pôr a casa em ordem.
Vou aproveitar para mostrar o bolero que a menina levou ao batizado do primo, ficou linda.



O fim-de-semana passado foi mesmo em grande, duas festas, almoço de família e batizado do primo mais novo. Grandes dias. Que venham muitos dias assim.


Como está na época, estamos em arrumações (falta de imaginação, mas faz falta). A salinha onde guardo as minhas tralhas já está a tomar rumo. Não estou a desgostar de como vão ficar os dossiers. Para amostra parece-me bem.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Experiências

Há muitos, muitos anos, quando passávamos férias em S. Pedro de Sintra, dávamos grandes passeatas pela serra… era tudo a pé, menos ir à praia.
Uma das visitas foi ao Palácio da Vila, lindíssimo e lindíssimos azulejos. As formas, as cores, fizeram-me pensar que poderiam dar uma manta. Mas nunca pensei muito mais nisso.
Há uns dias encontrei um quadrado de patchwork que me fez lembrar essa ideia. (está neste site - http://craftygemini.blogspot.com/2010/05/black-white-quilt-along.html)



Resolvi tentar reproduzi-lo em tricot.
Estamos ainda a tentar
A primeira ideia foi fazer quadrados de tricot na diagonal e mudar a cor a meio. Parecia que ficava bem, mas na montagem final os quadrados não ficam todos na mesma direcção.



E outro problema que me surgiu foi ter que coser tudo no final…. Não gosto de coser…

Agora a ideia é tentar fazer os quadrados e montar os novos quadrados a partir do primeiro para já não ter que os coser. Será que resulta? Vamos a ver…

A maior dificuldade ainda não é esta… a maior dificuldade é encontrar aqui cores que combinem e saber conjugá-las de forma harmoniosa… aí é que eu penso que está a “ciência”…