sexta-feira, 20 de julho de 2012

Férias

Escrever exige concentração, exige reflexão. Apesar deste blog servir para fazer um registo dos trabalhos que vou concluindo, gostava que o meu “diário” fosse mais do que um despejar de fotos. Para isso preciso de tempo, que é escasso… e algum dia vai deixar de ser? Preciso de aprender a gerir-me melhor, talvez seja essa a solução.
Mas se constato esse facto, não tomo medidas para o alterar. Vou de férias uma pequena semaninha, mas já pus no saco tantos trabalhos para as férias que não os devo concluir todos. Pelo menos começo-os e depois vou continuando.
Um dos trabalhos que já vai começado é um xaile para uma princesa. Num dia especial usei um xaile branco que já tem alguns anos.



É feito com uma lã finíssima, resulta um trabalho muito macio. A princesinha ficou encantada com a fofura e prometi-lhe um para ela.

Parece-me que o cor de rosa é a cor ideal para esta menina. O modelo escolhido já o tinha visto num livro antigo há bastante tempo mas ainda não tinha encontrado um pretexto tão bom para o experimentar. O modelo foi publicado em Londres, em 1845 por Mrs Gaugain, e utiliza uma terminologia um pouco complicada, exige estudo e dedicação.


Cá está a amostra feita.

E, coisa curiosa, o padrão das folhinhas é igual a uma amostra que me emprestaram. Esta amostra era para fazer umas meias, as meias das folhinhas. Faz-nos pensar como o mesmo desenho é utilizado em Inglaterra e no Alentejo onde, pelo menos do que é do meu fraco conhecimento, não se utilizam livros para aprender os pontos, guardam-se e emprestam-se as mostras.

Outro modelo que andava há muito tempo para experimentar é um xaile circular da Elisabeth Zimmermann, de quem eu sou admiradora. Mas não ficou circular, ficou em meia lua. Ficou bonito. Gosto de trabalhos grandes, deixam saudades quando acabam. São bons para descansar.


Até para a semana.

domingo, 17 de junho de 2012

Aprender sempre mais

São curiosos os motivos que nos levam a querer aprender sempre mais... às vezes em áreas que nunca nos tinham despertado o interesse. No meu caso ando com vontade de aprofundar os meus conhecimentos na área da etnografia e da fotografia.
A etnografia é um interesse que tem décadas, tento ler tudo o que vai sendo publicado e que me possa enriquecer um pouco mais; é uma área que vou tentar desenvolver com um pouco mais de método.
A fotografia é que é um interesse novo. É claro que gosto de fotografias, de as rever, de recordar... mas a ciência por de trás da fotografia passa-me completamente ao lado. A dificuldade em tirar fotos para colocar aqui no blog que consigam mostrar os pormenores dos trabalhos que vou fazendo fizeram-me pensar nesse assunto. Tenho que investir mais nesta área, vou investigar como... Entretanto houve alguém que veio em meu auxílio, parece que adivinhou os meus pensamentos... mesmo sem me conhecer. Gosto de seguir o blog Pano pra Mangas, tem-me dado a conhecer Londres, próxima cidade europeia a visitar (pelo menos faz parte dos planos para a "próxima", seja ela quando for). e deu-me as primeiras dicas para tentar melhorar as minhas fotografias. Obrigada.
Vamos ver se consegui aprender alguma coisa ... Aqui estão algumas fotografias para amostra. Repeti mais que uma vez as fotos das lembranças que fiz para o meu casamento. Como se diz no meu Alentejo, custei caro para a tirar.
Sempre procurando organizar as coisas com simplicidade (e também com alguma economia) resolvi fazer os convites e as lembranças cá em casa. Investindo algum tempo a procurar ideias através da internet conseguem-se boas ideias.
Comecei pelo convite, seguindo um modelo de envelope simples. Foi necessário fazer o molde, escolher a cartolina que mais se poderia adequar ao que tinha imaginado, recortar, imprimir os convites, recortar, enviar... Resolvido.
Passei às lembranças para os cavalheiros... não foram feitas cá em casa. O licor Beirão permite-nos personalizar o rótulo de acordo com os nossos gostos. Escolhemos uma fotografia da nossa casa, desejando que todos os convidados cá voltem sempre. Resolvido (este foi fácil).
Para as senhoras, tentei fazer alguma coisa que lhes fosse útil depois da festa. Esta bolsinha pode ser utilizada para trazer qualquer coisa na carteira, sem se perder, ou... O modelo é simples também, a depois da escolha dos materiais, foi só deitar mãos à obra. Trabalhoso mas não foi difícil. Acertar com o que poderia escolher para colocar entro da bolsa é que foi demorado. Afinal a solução foi simples, dois saquinhos de chá deram um perfume muito agradável a esta lembrança.
Por último tinha que fazer a distribuição da mesas e as ementas. Para as mesas lembramo-nos de escolher poemas, poemas cujas letras são inesquecíveis, a primeira a ser escolhida foi "ser poeta é..." da Florbela Espanca, mas outros autores se juntaram, Camões, Pessoa, outros mais modernos,  Rui Veloso, Chico Buarque, Edith Piaf. Temi que fosse piroso ou lamechas, mas resultou bem.
As ementas foras as mais fáceis de fazer.




Agora com mais pormenor, o interior das lembranças.


Juntando o antigo com o novo, para o batizado do filho utilizei a toalha do batizado do meu pai. E a salva para as alianças era da minha avó. Para não correr o risco de andar no meio da igreja à procura de alguma aliança perdida, fiz uma almofadinha para as prender. A almofada foi feita em linho e por cima apliquei uma renda em tricot circular. Tinha que meter o tricot nalgum lado...

Cá estão um dos motivos de umas aparições tão escassas no blog.

Entretando retomei uma ocupação que me fez muita falta nestes tempos... estou a tricotar, já nem era a mesma sem qualquer coisa nas agulhas para me descontarir... mas isso é tema para outro dia que a prosa vai longa... ;)

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Já fizemos o que ainda não tinha sido feito...


Esta era uma música que andava na minha cabeça no último mês, "Vamos fazer o que ainda não foi feito".

O tempo passa depressa de mais. Quando damos conta já se passaram quase 13 anos. Não é que mude muita coisa. Mas, como católica praticante, fazia-me falta. Assim marcámos a data e tentei que a cerimónia fosse o mais simples possível. Só tinha uma vontade, reunir todos os meus primos, e são tantos. Consegui. Estávamos todos. Não nos vemos com muita frequência, mas quando estamos juntos é uma festa que preenche o coração.
Este período foi muito atarefado. Organizar um casamento dá muito trabalho, são muitos detalhes. Ainda para mais quando se tem uma filha quase com 12 anos que viveu este período ainda com mais excitação que eu.
Hoje deixo-vos só a foto do bouquet. Proximamente vou tentar mostrar o que me tem ocupado os tempos livres. Hoje foi só o pontapé de saída…


quarta-feira, 11 de abril de 2012

Modelos Engenhosos

No último post falei de modelos de tricot com uma construção engraçada. Hoje vou voltar ao tema.

No final do ano passado encontrei um xaile, verdadeiramente engenhoso, pela sua simplicidade.

Como gosto muito de tricot circular e de tricot rendado, já me tinha ocorrido a ideia de utilizar os antigos naperons rendados, redondos, como base para construir um xaile. Mas a ideia nunca chegou às agulhas.

Quando vi uma ideia semelhante concretizada não hesitei e passei às agulhas. Encontrei-o neste blog de que gosto verdadeiramente. Acho a sua autora genial, pela sua criatividade e pela generosidade em partilhar tantas descobertas que vai fazendo.



Este xaile foi feito com uma lã muito bonita, da Brancal, mas que não se adaptou nada ao desenho. Para este efeito teria sido melhor uma lã lisa ou suavemente matizada.

As fotografias não foram das melhores que já tirei, o xaile foi dos primeiros que ofereci, no início de Novembro e já deu algum aconchego à sua dona.




Depois encontrei um desenho de um casaco fabuloso, seguindo a mesma base, um quadrado tricotado. A Receita é da Garnstudio Drops, o nome é Secret Garden – jardim secreto. Nada parece mal neste projecto.
A lã que estou a utilizar é a austrália, também da Brancal. Estou a usar 2 fios para ficar com a grossura pretendida. Gostava de experimentar os fios originais mas a diferença de preço é abismal e esta lãzinha faz um bom trabalho. O pior é que a lã está a acabar… tenho que ir buscar mais (lá tenho que ir dar uma voltinha a Lisboa, ;) )


Parece-me que esta técnica está a ganhar adeptos. Num outro blog que sigo encontrei outro modelo de xaile utilizando a mesma ideia. E este é também muito bonito...
Por aqui, pelo Alentejo, manteve-se a tradição de passar a segunda-feira de Páscoa na ribeira a comer os restos do borrego da Páscoa.

A tradição já não é o que era. Em vez do borrego levámos umas empadas que a minha mãe fazia e faz muito bem, são empadas da Cornualha, uma especialidade, as dela claro, que eu não acertei com a massa. Para a próxima sai melhor, de certeza.

O que se manteve foi o passeio pelas margens da Ribeira. Que bonita que é esta paisagem. O dia magnífico ajudou à festa. Para o ano há mais.





segunda-feira, 2 de abril de 2012

Preciso de me organizar…



É mesmo urgente, organizar-me e gerir melhor o meu tempo… ele é escasso e precioso… e tão fugidio.

Por isso não escrevo há tanto tempo…

E por outra razão…. Fizemos uma escapadinha da Páscoa. Fomos passear numa região linda e tão especial.



Penso que só compreende a Madeira quem lá vai porque falar e descrever as lindas paisagens, a altitude que se alcança em poucos metros, os sustos das profundidades abruptas, só pode dar uma pálida imagem da realidade. É preciso mesmo ir lá ver…

Mas parece-me que regressei mas não foi inteira… deixei lá no ar qualquer coisa, parece que não me consigo concentrar… ainda para mais os miúdos estão de férias em casa, a agitação não ajuda a “assentar” ideias.

Tenho seguido um Blog e tentado simplificar a minha vida para tentar estar mais liberta. Ainda não aprendi muito. Gostei do conceito de “destralhar”, tento aplicá-lo devagarinho… é sempre mais o que entra do que o que sai. Vamos aprendendo com o tempo e a prática.


Só mais uma notícia para acabar por hoje, já terminei o colete do pastor. Está operacional, embora um bocadinho curto. Segui um modelo da Elizabeth Zimmerman. Gosto da sua forma simples, gosto de modelos “engenhosos” como este é e tantos outros desta autora.



A lã é cá da casa. As principais dificuldades foram acertar na quantidade de lã para fazer o colete. Como não acertei à primeira tive que fiar mais lã por duas ocasiões. De cada vez que tentava a espessura da lã variava. Embora na altura de fiar não visse diferença, quando chegou às agulhas vi bastante diferença, zonas mais espessas e zonas mais finas. Essas diferenças também resultaram da qualidade da lã. Não foi seleccionada na altura da tosquia nem na altura da lavagem, nem da fiação. Alguma lã era mais curta e mais áspera, outra mais comprida e macia. É claro que a experiência da fiandeira ainda não é a suficiente para saber ultrapassar estas dificuldades. Como resolvi o problema? Tricotei duas filas alternadas de cada novelo. Assim consegui um efeito final mais homogéneo. Pelo menos mais um bocadinho. Depois de lavar deve ir tudo ao lugar.



sexta-feira, 9 de março de 2012

Cardas

Chegou um novo lote de cardas! Pode vê-las aqui.

Bom trabalho e bom fim de semana.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Rolhas de Cortiça

Não é lã, mas pela descrição parece. Ora oiçam:

"...é um óptimo isolante térmico e acústico, ela é impermeável, durável e até muito agradável ao toque e ao olhar."




Bom fim de semana