quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Couve Roxa

Andei outra vez a brinar com couve roxa. Gostei dos promeiros resultados e tentei repetir...mas não consegui . Sairam cores diferente e inesperadas. O primeiro impulso veio daqui. Segui as intruções o melhor que pude e outras vezes nem por isso.
Foi isto que obtive.


As primeiras tentativas (1 e 2) segui as instruções à letra. Cozi a couve com sal durante 30 minutos. Escorri o caldo logo de seguida, juntei um pouco de vinagre e fervi de por 1 horita. Nesta altura fiquei muito frustada porque o azuis não pegavam. Mas mesmo assim gostei do lilás (1) que saiu.
Ainda no mesmo caldo juntei alúmen e fervi outra amostra. Desta vez já só havia azuis no caldo e foi o que deu (2).

As restantes amostras foram feitas a partir de um caldo sem sal (cozi a couve 30 minutos sem mais nada). O caldo fica azul, mas assim que se deita vinagre (ph ácido) vira roxo outra vez. 3 foi fervido só com vinagre e 4 com vinagre e alúmen (aplico o alúmen directamente no caldo e não à parte).

5 e 6 em vez de vinagre juntei sal (e alúmen no 6). O alúmen não altera a cor só a intensifica. Com o sobrou do caldo com sal, juntei bicarbonato de sódio (ph básico). Além do cheiro nauseabundo faz espuma que não pára, e o que era azul torna-se ocre (7). Se calhar exagerei no bicarbonato, porque na receita original fala em verde!

E pronto, chega de couve roxa...acho que estou pronta a passar para a beterraba ;)

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Chapéus há muitos...

Pois é.... chapéus há muitos e muito giros, e fáceis de fazer.
Este último demorou um fim de semana. A sua construção é muito engraçada e bem engendrada. Encontrei-o aqui e, muito apropriadamente, o seu nome é escargot.

Fazem-se muito rápido, ficam prontos a usar em menos de nada... o pior é que não gosto nada de me ver de chapéu. Será que me vou habituar?


Que mais tenho feito? Fiar... acabei a lã cardada, comecei a longa tarefa de abrir lã para cardar. Vamos ver se antes do fim do inverno o pastor ganha o seu colete, feito com o fio das próprias ovelhas.


quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Xaile do Natal

Comecei este xaile mistério em Março.
A ideia era estar pronto até ao natal, mas o natal é quando um homem quiser... ainda veio a tempo.
Gosto desta ideia de fazer um trabalho surpresa, ir vendo como vai crescendo até ser surpreendida pelo resultado final. E gostei mesmo do resultado final.





Escolhi fazer o xaile quadrado porque nunca tinha feito nenhum, escolhi fazer com contas porque nunca as tinha utilizado no tricot e porque não gosto de nupps (borbotos?).
Um xaile quadrado é dificil de fazer. Começa bem, as voltas são curtinhas e cresce rápido. Mas a reta final é muito demorada... como meta tentava fazer 2 voltas por dia, mas quando se tem 20 ou 30 voltas para concluir, demora uma eternidade...
Utilizei uma lã da Brancal, Australia, facil de trabalhar e que se adequa muito bem ao trabalho rendado.
A maior satisfação que tive foi quando o estiquei... aí é que consegui ver toda a beleza do trabalho. E esta lã tambem se porta muito bem nesta operação.




Fico à espera de novo desafio.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Romã

A meada já foi tomar banho.
Ficou com uma cor amarelo acastanhado.
Utilizei cascas de romã que fui secando e juntando.
Resta-me saber se utilizar cascas fresca tenho o mesmo resultando e experimentar alguns mordentes (e quais).
Este banho foi o mais simples possível. Aqueci as cascas de romã na água durante 45 minutos, coei o caldo e juntei a meada já molhada. Ferveu mais 45 minutos.
Este foi o resultado.


Quaisquer sugestões são bem vindas.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Surpresas

A vida é cheia de surpresas.
Prega-nos cada partida... Este ano começou assim, cheio de surpresas. O que vale é que para cada problema que surgia, surgia tambem a solução... Só espero que seja sempre assim.
No final do ano passado queixava-me da falta de tempo livre. Caiu-me um intervalo em cima. Só espero que seja bem curto. Cabe-me a mim encontrar a forma mais agradável e produtiva para ocupar este subito tempo livre.
Por enquanto tenho ocupado algumas horas com estas duas peças.

e o resultado foi esta meada.  
Pesa cerca de 180gr. Quando for lavada deve ficar um pouquito mais leve. Fiz um fio muito fininho e como só tenho uma bobine resolvi fazer um fio triplo com o método navajo plying. Não é um fio muito homogéneo, tem ainda muito pêlo. Mas é o meu primeiro fio, crescido nas nossas ovelhas, lavado no tanque (até com um bocadito de lixívia para matar algum bichito que estivesse na água), aberto à mão, cardado na cardadeira na mana e fiado na minha rodinha.
Só me faz falta um instrumento que vi uma vez, a que chamaram cardadeira, que servia para abrir a lã. O preço que me pediram é que era proibitivo. O pior é que não me sai da memória. Será que faz um trabalho bem feito?
O destino desta meada é tomar um banhito, como já disse, e experimentar o que acontece quando toma banho com umas cascas de romã que venho guardando. Depois vai ser um xailinho (que falta de imaginação) com um ponto que aprendi numas meias rendadas emprestadas por uma amiga. Vamos ver se sai da imaginação para a realidade.
Já está a entrar na roda um fio mas grossinho para fazer um colete para aquecer o marido nos frios do inverno. Tenho que me despachar antes que chegue a primavera.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Boas Festas

Um ano novo é como uma página em branco,
como um velo pronto a ser fiado,
como uma meada pronta a ser dobada,
um projecto novinho para iniciar...


Espero que este Novo Ano seja cheio de Saúde, Amor, Esperança, Alegria, Trabalho, Realização 
e todos os outros bons sentimentos de que precisamos nos nossos dias.
Bom Ano para todos nós.


segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

A hibernar?

Este post demorou muito para sair.


Não queria um post piegas… temos tantas coisas boas na vida que apreciamos tanto.

Muitos dias temos um pôr-do-sol que nos dá alma nova. Assim, se por um lado é um sacrifício sair ao fim da tarde para continuar o trabalho noutro local, também temos o benefício de apanhar dias espectaculares em que o pôr-do-sol merecia ser captado por alguém com as mão livres e com capacidade para o fazer com toda a arte.

Temos outras coisas boas: juntarmo-nos com uma família amiga e ir à azeitona. É claro que não esperámos pelos frios de Dezembro, foi logo em Novembro, quando a dureza da tarefa é quase nula. Mesmo assim, ainda andámos uns dias a queixarmo-nos e dores nas costas, dores nas pernas, doía tudo… Apanhámos azeitona suficiente para o azeite do ano. Nada mau!

E ver os nossos borreguinhos a nascer? É uma visão revitalizadora! Por muitas vezes que se repita, o milagre da vida surpreende sempre.

Hoje num blog de uma menina que acompanho e vez em quando encontrei uma frase de Fernando Pessoa, que tenho usado nos últimos tempos:

“Às vezes oiço o vento passar; e só de ouvir o vento passar vale a pena ter nascido!”

Por isso não queria um post piegas. Tenho tanta coisa boa à minha volta e dou-lhe valor! Mas a falta de tempo é que me troca as voltas. Agora, temos que agradecer todo o trabalho que temos, mesmo quando é avassalador. “Ainda bem” dizemos e agradecemos por ter trabalho, mesmo quando gostaríamos que fosse diferente. “É trabalho, ainda bem que o tenho”.

Mas o que se deixa para trás é tanto e às vezes tão pesado… principalmente no que toca ao acompanhamento dos filhos.

Talvez o ano novo traga mais calma, melhores perspectivas, pelo menos só um pouquinho mais de tempo livre… Como dizia a minha Avó “Não há mal que sempre dure, nem bem que nunca se acabe”

Entretanto o natal cá em casa chegou mais cedo. Tinha muita vontade de ter uma roda. E ela cá chegou… é bonita, diferente, muito simples. É pena é ainda não ter tido tempo para tomar mais conhecimento com ela.




Também houve outros trabalhos em mãos.

Às cunhadas tenho feito as prendas de anos em tricot. Não sabia bem se gostavam, não se manifestavam muito. Mas este ano pareceu-me que sim. O facto de utilizarem as pequenas peças que lhes vou oferecendo, serviu de incentivo para continuar.


Este ano as prendas foram estes cachecóis para usar com camisolas de gola alta. Achei-os bem bonitos. A lã utilizada é linda e macia, é alpaca, da DROPS, comprada na Bola de Tons. O serviço esta loja foi espectacular, de uma delicadeza e simpatia “fora de série”(como dizia a minha Tia Maria Augusta).

A propósito de lãs, queria partilhar convosco uma notícia que encontrei numa revista inglesa que compro com alguma frequência, “The Knitter”. É bom saber que os fios de origem portuguesa da Rosários 4 são apreciados e vendidos no Reino Unido. É caso para dizer “o que é nacional é bom”.