quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Xaile do Natal

Comecei este xaile mistério em Março.
A ideia era estar pronto até ao natal, mas o natal é quando um homem quiser... ainda veio a tempo.
Gosto desta ideia de fazer um trabalho surpresa, ir vendo como vai crescendo até ser surpreendida pelo resultado final. E gostei mesmo do resultado final.





Escolhi fazer o xaile quadrado porque nunca tinha feito nenhum, escolhi fazer com contas porque nunca as tinha utilizado no tricot e porque não gosto de nupps (borbotos?).
Um xaile quadrado é dificil de fazer. Começa bem, as voltas são curtinhas e cresce rápido. Mas a reta final é muito demorada... como meta tentava fazer 2 voltas por dia, mas quando se tem 20 ou 30 voltas para concluir, demora uma eternidade...
Utilizei uma lã da Brancal, Australia, facil de trabalhar e que se adequa muito bem ao trabalho rendado.
A maior satisfação que tive foi quando o estiquei... aí é que consegui ver toda a beleza do trabalho. E esta lã tambem se porta muito bem nesta operação.




Fico à espera de novo desafio.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Romã

A meada já foi tomar banho.
Ficou com uma cor amarelo acastanhado.
Utilizei cascas de romã que fui secando e juntando.
Resta-me saber se utilizar cascas fresca tenho o mesmo resultando e experimentar alguns mordentes (e quais).
Este banho foi o mais simples possível. Aqueci as cascas de romã na água durante 45 minutos, coei o caldo e juntei a meada já molhada. Ferveu mais 45 minutos.
Este foi o resultado.


Quaisquer sugestões são bem vindas.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Surpresas

A vida é cheia de surpresas.
Prega-nos cada partida... Este ano começou assim, cheio de surpresas. O que vale é que para cada problema que surgia, surgia tambem a solução... Só espero que seja sempre assim.
No final do ano passado queixava-me da falta de tempo livre. Caiu-me um intervalo em cima. Só espero que seja bem curto. Cabe-me a mim encontrar a forma mais agradável e produtiva para ocupar este subito tempo livre.
Por enquanto tenho ocupado algumas horas com estas duas peças.

e o resultado foi esta meada.  
Pesa cerca de 180gr. Quando for lavada deve ficar um pouquito mais leve. Fiz um fio muito fininho e como só tenho uma bobine resolvi fazer um fio triplo com o método navajo plying. Não é um fio muito homogéneo, tem ainda muito pêlo. Mas é o meu primeiro fio, crescido nas nossas ovelhas, lavado no tanque (até com um bocadito de lixívia para matar algum bichito que estivesse na água), aberto à mão, cardado na cardadeira na mana e fiado na minha rodinha.
Só me faz falta um instrumento que vi uma vez, a que chamaram cardadeira, que servia para abrir a lã. O preço que me pediram é que era proibitivo. O pior é que não me sai da memória. Será que faz um trabalho bem feito?
O destino desta meada é tomar um banhito, como já disse, e experimentar o que acontece quando toma banho com umas cascas de romã que venho guardando. Depois vai ser um xailinho (que falta de imaginação) com um ponto que aprendi numas meias rendadas emprestadas por uma amiga. Vamos ver se sai da imaginação para a realidade.
Já está a entrar na roda um fio mas grossinho para fazer um colete para aquecer o marido nos frios do inverno. Tenho que me despachar antes que chegue a primavera.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Boas Festas

Um ano novo é como uma página em branco,
como um velo pronto a ser fiado,
como uma meada pronta a ser dobada,
um projecto novinho para iniciar...


Espero que este Novo Ano seja cheio de Saúde, Amor, Esperança, Alegria, Trabalho, Realização 
e todos os outros bons sentimentos de que precisamos nos nossos dias.
Bom Ano para todos nós.


segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

A hibernar?

Este post demorou muito para sair.


Não queria um post piegas… temos tantas coisas boas na vida que apreciamos tanto.

Muitos dias temos um pôr-do-sol que nos dá alma nova. Assim, se por um lado é um sacrifício sair ao fim da tarde para continuar o trabalho noutro local, também temos o benefício de apanhar dias espectaculares em que o pôr-do-sol merecia ser captado por alguém com as mão livres e com capacidade para o fazer com toda a arte.

Temos outras coisas boas: juntarmo-nos com uma família amiga e ir à azeitona. É claro que não esperámos pelos frios de Dezembro, foi logo em Novembro, quando a dureza da tarefa é quase nula. Mesmo assim, ainda andámos uns dias a queixarmo-nos e dores nas costas, dores nas pernas, doía tudo… Apanhámos azeitona suficiente para o azeite do ano. Nada mau!

E ver os nossos borreguinhos a nascer? É uma visão revitalizadora! Por muitas vezes que se repita, o milagre da vida surpreende sempre.

Hoje num blog de uma menina que acompanho e vez em quando encontrei uma frase de Fernando Pessoa, que tenho usado nos últimos tempos:

“Às vezes oiço o vento passar; e só de ouvir o vento passar vale a pena ter nascido!”

Por isso não queria um post piegas. Tenho tanta coisa boa à minha volta e dou-lhe valor! Mas a falta de tempo é que me troca as voltas. Agora, temos que agradecer todo o trabalho que temos, mesmo quando é avassalador. “Ainda bem” dizemos e agradecemos por ter trabalho, mesmo quando gostaríamos que fosse diferente. “É trabalho, ainda bem que o tenho”.

Mas o que se deixa para trás é tanto e às vezes tão pesado… principalmente no que toca ao acompanhamento dos filhos.

Talvez o ano novo traga mais calma, melhores perspectivas, pelo menos só um pouquinho mais de tempo livre… Como dizia a minha Avó “Não há mal que sempre dure, nem bem que nunca se acabe”

Entretanto o natal cá em casa chegou mais cedo. Tinha muita vontade de ter uma roda. E ela cá chegou… é bonita, diferente, muito simples. É pena é ainda não ter tido tempo para tomar mais conhecimento com ela.




Também houve outros trabalhos em mãos.

Às cunhadas tenho feito as prendas de anos em tricot. Não sabia bem se gostavam, não se manifestavam muito. Mas este ano pareceu-me que sim. O facto de utilizarem as pequenas peças que lhes vou oferecendo, serviu de incentivo para continuar.


Este ano as prendas foram estes cachecóis para usar com camisolas de gola alta. Achei-os bem bonitos. A lã utilizada é linda e macia, é alpaca, da DROPS, comprada na Bola de Tons. O serviço esta loja foi espectacular, de uma delicadeza e simpatia “fora de série”(como dizia a minha Tia Maria Augusta).

A propósito de lãs, queria partilhar convosco uma notícia que encontrei numa revista inglesa que compro com alguma frequência, “The Knitter”. É bom saber que os fios de origem portuguesa da Rosários 4 são apreciados e vendidos no Reino Unido. É caso para dizer “o que é nacional é bom”.



segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Contagem decrescente

Faltam exactamente 30 dias para o Natal. Parece imenso tempo de espera até à consoada com a família,  e da manhã de Natal cheia de presentes. Mas....das festas as vésperas. 
Até ao Natal ainda vou reencontrar gente que só vejo uma vez por ano, os almoços e jantares com os amigos que há muito não vemos, os telefomas, o horário muito preenchido por festas. Às vezes é cansativo mas sempre muito agradável ver tanta gente cheia de boa disposição e esperança. 

Prometi a mim mesma que este ano ia começar a trabalhar nas prendas a tempo e horas para evitar stress de última hora. Mais uma vez estou a adiar, por diversas razões ainda não comecei...e agora é o costume, carregar no acelerador. Não posso falar muito sobre os meus planos porque alguns dos destinatários lêem o blog e não quero estragar a surpresa.


Entretanto fica aqui o meu ultimo trabalho antes de começar o Natal.
Vi esta lã na prateleira e apaixonei-me.  Muito fofa e colorida, trabalha -se bem e dá um resultado muito engrançado.
A lã é portuguesa da Brancal, o modelo da Drops, tamanho de 12/18 meses e os botões fui eu que fiz!


Boas Festas!

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Finalmente acabadas!

Ando desde o verão com um projecto enfiado nas agulhas.

Levei para férias umas meaditas fiadas por mim, na esperança de as transformar em meias para o inverno.
Comecei bem, escolhi dois modelos simples este e este,  e atirei-me ao trabalho.
O primeiro par foi rápido. Apesar de não ter muito jeito com as agulhas, consegui fazer um pequeno rio ao longo da meia.
Já o segundo par ficou pendurado nas agulhas por muitas semanas ( 3 meses!). A semana passada peguei nelas e terminei-as, a pensar que já começam a ser de utilidade. Gostei muito deste modelo, que só percebe que é uma meia quando se chega à perna. Antes disso é muito difícil ver onde está o calcanhar.


Aproveitei ainda para fazer experiências de tinturaria. Tingi um par com couve roxa. Não se consegue perceber muito bem, mas fiquei com um par de meias azul-arroxeado-acinzentado......já viram de que cor fica o caldo da salada de couve roxa no fim da refeição? é essa cor mesmo, azul oxidado.

Foi uma supresa para mim, pois já tinha feito esta experiência sem usar alumen e obtive um rosa pálido. Não sei se foi do alumen ou de ter o caldo feito à alguns dias, mas desta vez ficou azul!

E falando do alumen não posso deixar de partilhar uma pequena cena em que participei quando fui à drogaria comprá-lo. Quando entrei estava uma senhora a olhar para as prateleiras com um ar fascinado. Fiz o meu pedido à droguista, e enquanto pesava, a senhora perguntou-me em inglês "What do you use alumen de potássio for?", lá lhe respondi da melhor forma possível enquanto via a cara de encantada dela. "We don't have anything like this in Spain.". Pois eu não acredito que não haja, acredito mais que já são assuntos muito esquecidos e muita gente já nem sabe o que é uma drogaria,  mas pelo ar de encantamento de certeza que tinha vontade de saber mais.