quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Aprender renda de gancho


Aprender é bom… é uma oportunidade de crescer, em todos os aspectos.

Desta vez a aprendizagem foi proporcionada por uma senhora que tem as rendas como passatempo já há muitos, muitos anos.

Esta arte estava guardada há vários anos, embora não esteja esquecida. É como andar de bicicleta. As mãos depressa encontraram o caminho para poderem ensinar. E esta arte é a renda de gancho. Já vi também com o nome de ganchada.



Este gancho é grande. Faz um trabalho rápido e bonito. Deve servir também para outros materiais como a lã por exemplo, para fazer um xailinho? ;)

Antigamente as meninas usavam um gancho de cabelo e linhas de coser. Os trabalhos ficavam com outro pormenor, mais airosos. Não imagino esses ganchos e a paciência e cuidado que devia ser preciso para trabalhar neles. Devem ser maiores do que aqueles que hoje se usam. Nesta amostra que me emprestou cada franja tem cerca de 2,5 centímetros de largura, que deve corresponder à largura do dito gancho.

Recordo que no meio das coisas da minha avó apareceu um gancho de madeira que tive dificuldade em perceber a sua utilidade. Agora já tem destino, quer dizer… assim que o encontrar. Lembro-me que tinha uma ponta partida. Teremos que lhe dar algum conserto.

A franja é fácil de fazer, exige atenção, mas cresce depressa.


Depois estas franjas são unidas com crochet. Deve haver muitas maneiras de o fazer, devia depender do saber e arte da artesã, ou das amostras que tinha.

Cá estão os dois exemplos que consegui produzir.


Este está esticado para ficar direitinho.


Este já está quase pronto, só falta rematar as pontinhas.



De outros tempos encontrei também este sarilho.

 

Lindo, cheio de memórias de outros tempos. Posso mesmo dizer “ai se o meu sarilho falasse….” muito tinha para ensinar.

domingo, 9 de outubro de 2011

A vida é como os interruptores...

....umas vezes para cima e outras para baixo. Apesar de ser uma frase de filosofia barata dita por um cómico, é das mais certas que tenho ouvido até hoje. E assim foi esta semana! 

Andava há algum tempo a planear mais uma máquina para trabalhar lã, o wool picker. Andei de um lado para o outro à procura dos pregos mais convenientes. Fiz planos e medições, risquei , apaguei e voltei a calcular. Na sexta-feira meti mãos ao trabalho. Dois dias e 150 furos depois foi a isto que cheguei!

Primeiro estalou a tampa de alto baixo, e pensei  "...paciência, cola-se o logo se vê se resulta."  Passei à base. Ao fim da segunda fila de pregos comecei a ver um racha, meia dúzia de pregos depois tive de desistir. A cada prego a racha aumentava mais e ia acabar por partir.
Já tinha lido que madeira de pinho estalava com facilidade e não era melhor escolha, mas é o que existe à venda. 
A primeira tentativa não resultou, mas aprendi uma coisa ou duas e para a próxima pode ser que saia melhor! Agora tenho de procurar madeira dura (?!?), vamos lá ver quanto tempo demoro a encontrar. 

O lado alto da semana chegou na quinta-feira. Nasceu mais uma "sobrinha", pequenina e linda. Fiz-lhe este casaco, mas não sei se terá tempo de o usar. Com o calor que está vai crescer num instante.



...e como é Domingo de sol, vou aproveitar para passear. Vou até aqui ver o ambiente.

Boa Semana

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Tantos Xailes?

Fazer xailes é um hábito…


Talvez o xaile seja a peça de tricot mais fácil de fazer e de usar.

Normalmente um xaile faz-se rápido. Como gosto de os começar por cima eles crescem muito depressa. O pior é quando se chega às voltas mais longas, aí não há nada a fazer…. é só continuar.

De cada vez que faço um xaile imagino algumas alterações ou alguns pontos, e como ficarão num xaile. Começam logo a crescer na minha imaginação.

Tanta introdução para apresentar mais um.

Tenho feito alguns construindo 3 triângulos, em vez dos tradicionais 2, para tentar obter uma peça mais envolvente, que não caia durante o uso.

Cá está ele bem esticadinho.

A este juntei uma barra rendada que encontrei num livro antigo. Este padrão chama-se Kildare Edging. Achei-o simples e vistoso. Para fazer as tiras centrais retirei as "conchinhas", que depois acrescentei para fazer o remate do xaile.
A lã utilizada foi a Mé-mé 2 ply da Retrosaria e as agulhas foram 3,5.

Ficou envolvente. Não é muito comprido mas é o suficiente para aconchegar sem pesar ou prender os movimentos.








Outras coisas boas da vida são, por exemplo, ir à Lardosa participar num Passeio de Pasteleiras. Correu mesmo bem, o ambiente era muito alegre e descontraído. Viva a boa disposição.


quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Trabalhos acabados, Trabalhos começados

 Alguns trabalhos foram acabados, como estes casaquinhos para as duas meninas que vão chegar em breve.



O modelo é um clássico, em duas versões diferentes. Gosto dele porque é feito todo numa só peça. No final só temos que coser a parte debaixo das mangas. Para os bebés também deve ser mais confortável.

 
Parece-me que gosto mais do modelo cor-de-rosa (da revista tricot mag ), a transição entre as diferentes “secções” é mais suave. Do que eu gostei mesmo foi do modelo da touquinha, também é feita com short rows e resulta muito bem. Este modelo, bem como o casaquinho branco é um modelo gratuito da bernat



 
O encontro de fiadeiras serviu como incentivo para começar a lavar a minha lã. Este ano a tosquia foi mais tarde, são poucas as ovelhas e são poucos os tosquiadores disponíveis… A desvantagem é que a lã está muito suja, com muitas folhas agarradas à lã, dá muito trabalho a limpar.

Aqui está um bocado do velo a tomar banho no tanque. Vê-se bem como a água fica bem suja…



A ideia inicial era lavá-la dentro de sacos para a manusear o menos possível, mas a lã é tanta e o calor está quase a acabar… tenho que a lavar depressa para que seque antes que venha o frio. Vamos ver se fará muita diferença.


E quanto a trabalhos começados? A lã Noro Sekku está a tomar o caminho do xaile citron… e que belo caminho, estou a gostar de trabalhar com este fio, é muito suave e agradável. Não é muito homogéneo, o que resulta muito bem no trabalho…

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Caracol

Muitas vezes vivemos no nosso pequeno círculo, somos como o caracol, não alcançamos mais do que do alto do nosso pequeno pescoço conseguimos ver.


Algumas vezes acontecem-nos estímulos que nos levam a sair das nossas rotinas, da nossa letargia…

Desta vez este estimulo foi um encontro de fiadeiras (experientes e aprendizes) a que se juntaram praticantes de outras artes, como o tricot, mas principalmente a simpatia o gosto pelo convívio, por conhecer pessoas novas. Assinalava-se o dia Mundial de fiar em Público, e já são muitas a fiadeiras.

Gostei muito. Muitas pessoas conhecia de acompanhar à distância, seguindo os seus blogs, imaginava como seriam. Conhecer essas pessoas ao vivo é engraçado, o prazer do convívio foi grande.

Aprendi também algumas coisas… vi e senti lãs que nunca tinha sentido, como a alpaca e o pelo de coelho angorá, fazem uma nuvem, tal qual uma nuvem de sonhos, sem peso, só leveza…

Tive a sorte de ganhar uma lã azul da Yarn Adventures, linda, mesmo boa para fiar… vamos ver se tenho paciência para esperar por vez na roda de fiar da mana ou se será mesmo à mão.

Às organizadoras deste encontro agradeço a oportunidade, que espero se repita. Foram acolhedores e muito simpáticas.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Preparação dos Velos 2011 - Abertura e cardagem

A seguir à lavagem vem um processo muito entediante, longo e demorado, mas apesar disso necessário.  A abertura da lã.

O objectivo é preparar a lã para cardar. Separam-se as fibras, retiram-se os nós, a "penugem" e muito lixo. O melhor método é abrir a lã à mão, os dedos sentem melhor que qualquer utensílio o que está a mais. Mas também é o mais demorado...Existem máquinas que nos facilitam a vida, mas só se tornam rentáveis para quem tem muita lã para tratar. Não sem o nome em português, em inglês são wool pickers e parecem máquinas de tortura mediaval. (Quando tiver oportunidade é a minha próxima compra! )

A seguir é só cardar (também não é um processo rápido) e enrolar os rolags. A lã fica pronta para trabalhar, quer fiar ou feltrar.

Ainda não acabei de cardar os 3.2Kg iniciais de lã. Mas pela amostra vou obter  1.8Kg de rolags prontos a usar. No total há uma perda de 44% do peso de lã suja. Quase metade! Uma grande parte é terra e sujidade. A parte mais pequena é a lã desprezada, a que não dá para fiar. Mas mesmo assim ainda é um grande volume de lã. Até ao momento ainda só descobri dois propósitos para estes restos: para enchimento ou para feltrar.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Montra

Novos produtos aqui.