quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Preparação dos Velos 2011 - Lavagem

Este é o segundo ano que tenho acesso a velos vindos directamente do produtor. No ano passado, ainda muito verde na matéria, fiz várias tentativas de limpeza da lã e de cardagem. Os resultados foram variáveis e quando comecei a fiar em roda, percebi que eram longe do desejável. A lã ficava pegajosa e cheia de pequenos nós, o que torna muito difícil fiar um fio homogéneo.




Procurei toda a informação que consegui. Comecei pelo Alden Amos ( a bíblia da lã), procurei na net descrições do processo industrial e artesanal da lã, li vários blogs....e cheguei a um método que já produz resultados agradáveis. A qualidade do fio depende em grande parte da preparação da lã, daí a importancia destes passos.

A preparação dos velos envolve 3 passos principais: a lavagem, abertura da lã e cardagem.

Foi assim que lavei a lã:


- 3 banhos de àgua fria, o primeiro com sabão. A àgua saiu barrenta, de tal modo que nem conseguia ver a minha mão. Repeti banhos frios até a àgua sair límpida e sem sabão .

- 3 banhos de àgua a 45ºc. A lanolina dissolve-se a 45ºC e liga-se ao sabão. Passei por mais 2 banhos quentes até a àgua voltar a sair limpida e sem sabão.


A seguir é deixar escorrer e secar.


Comecei com 2 velos, 3.2Kg no total. Depois de seca já só tenho 1.85Kg, uma perda de peso de 42% ! Acredito que esta percentagem ainda aumente um pouco, apesar de lavadinha ainda tem muita matéria orgânica e terra. Mas isso fica para a próxima fase...a abertura da lã.

domingo, 7 de agosto de 2011

Férias?

Já fui, já vim, já tive a primeira semana de trabalho.
Souberam a muito pouco. O que vale é que ainda faltam uns diasitos, pode ser que o tempo melhore para a praia.
Andamos tanto tempo à espera das férias e sabem sempre a tão pouco.
Entretanto tivemos duas festas de anos e um casamento... é bom ter festas!



Houve uma menina que ganhou um vestidinho de verão. Espero que lhe tenha servido. Em cada ponto foi um voto de felicidades para esta menina e para a sua família.



As férias foram boas, deram para matar saudades, visitar locais novos, embora no mesmo local... Neste momento é o sítio que representa paz e harmonia, ausência de stress



Apesar de o tempo não ter estado muito bom para a praia sempre houve quem aproveitasse, e bem!



Cada um pode escolher como aproveitar o seu tempo... eu escolhi experimentar a roda de fiar da minha irmã. Ainda não faço um fio muito uniforme mas fiquei entusiasmada com a experiência. Quero mais mas a rodinha está tão longe. É tão mais eficiente que fiar à mão, com fuso.
O resultado foram estas meaditas. A castanha é uma lã penteada comprada em tempos na Retrosaria. As "amostras" amarela e vermelha são o resto de uma mecha comprada na Brancal, que já tinha fiado à mão. Ainda pensei em misturá-las de alguma forma, mas não arrisquei... fiei-as em separado. Se quiser misturar cores posso fazê-lo enquanto tricoto. Estou ansiosa pela próxima oportunidade de utilizar a roda.



Nas férias ainda sobrou um tempinho para um projecto que andava guardado há algum tempo. Gostei muito desta lã quando a vi, mas não tinha nenhuma ideia em concreto. Levou algum tempo a associá-la ao "Traveling Woman". Foi um trabalho rápido de realizar e o efeito intermédio agrada. Estou à espera para ver como fica depois de esticado.

De volta das féria encomendei uma meada de Noro Sekku. As cores são lindas. Tenho visto alguns modelos do "Citron shawl" feito com este fio que me deixaram encantada. Encantada com o modelo e encantada com o fio... pode ser o projecto que se segue.

Como fundo da foto tenho uma Chita de Alcobaça, que comprei já há um ano, na Ericeira, para fazer umas cortinas para o escritório. O principal problema tem sido ter medo de o cortar... parece-me que terei que ganhar coragem...
Vamos pensar nisso com calma. :)

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Xailete Alentejano

Ao longo destes últimos meses (ou ano?) tenho visto vários trabalhos em fair isle, lindas cores que fazem um lindo efeito final, trabalho difícil que exige empenho e atenção… gosto assim. Mas as cores que tenho à minha disposição não se adequam aos modelos que ia vendo.
O tempo era pouco, a vontade de experimentar estava à espera da altura própria para se tornar forte.

Entretanto a “Ervilha Cor-de-rosa” lançou a beiroa em castanho. Vi alguns trabalhos a duas cores (crú e castanho), gostei muto da combinação.

Há muito muito tempo “O Expresso” editou um conjunto de folhetos sobre o artesanato português. Ficaram-se sempre na memória.
Não tem muitas novidades, as fotografias que lá estão aparecem hoje em dia, talvez mais actualizadas. A fotografia da contracapa mostra o padrão de uma manta alentejana, a duas cores.

Conjugando estes 3 factores nasceu este Xailete, nem xaile, nem xailinho, xailete é que é! Xailete Alentejano, feito com lã da Serra da Estrela. É pequeno mas suficiente para tapar os ombros e não prender os movimentos. Só lhe falta um botão para fechar como deve de ser. O botão também foi “encomendado” tentando manter o espírito natureza.






Antes de mais devo dizer "gaba-te cesto, amanhã vais à vindima", mas parece-me que ficou mesmo bonito.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

(Mais) Trabalhos acabadados

As férias estão a chegar. Ir com todos os trabalhos atrás é complicado. Mais vale levar um projecto simples que dê para pegar de vez em quando sem se perder o fio à meada.


É o que ando a planear!

Acabei uma meada que tinha em mãos. A lã é das "nossas" ovelhas Ilê de France, não é tão macia como a Merino mas não lhe fica muito atrás. O mais complicado é transformar o velo em mecha, bem escolhida e homogénea. Com paciência lá se vai conseguindo e já consigo obter alguns resultados interessantes.


Esta meada é trabalhada em "worsted" com um fio fino, para trabalhar meias. É o que pretendo fazer com ele. Durante as férias vou aprender a tricotar meias. Ainda não escolhi o modelo mas queria algo simples e sem muitos trabalhados.


Vamos lá ver se a tricotadeira e a lã se portam à altura.





Entretanto acabei este casaquito. É um modelo muito giro para meninas e muito fácil de fazer. É feito na horizontal com voltas curtas, incluindo as mangas, e sem costuras!

Para quem já está de férias e para quem está quase a ir...boas férias, bons banhos e muito descanso!

domingo, 26 de junho de 2011

Mais uma...



Mana,

cá vai mais uma experiência para juntar à nossa colecção...

desta vez segui conselho amigo e utilizei pétalas de papoila.

Ferveu tudo junto um bom bocado - a lã, as pétalas e com um copo de vinagre.

Mas o mal de que me queixo tanto atacou - a falta de tempo alterou os meus planos. A recolha das pétalas correu muito bem, mas o tempo para as usar demorou uma semana a chegar. Infelizmente deixei as petalas dentro de um saco e elas fermentaram. Mesmo assim resolvi experimentar. A cor que obtive foi um pouco deficil de definir - rosa velho, castanho claro?

As lãs que utilizei foram uma meada fiada à mão, da lã das nossas ovelhas, e uma meadita de Australia, da Brancal.

Agora vou dedicar algum tempo a pensar o que fazer com estas meadas. Primeiro a nossa, claro, bonita, irregular no fio e na cor...

Talvez vá passear pelo campo para ver se encontro mais papoilas...


sábado, 25 de junho de 2011

Aproveitar para Experiências

Quando se prepara lã a partir do velo, sobram muitos restos que não se conseguem aproveitar para fiar. Os restos do velo vão se acumulando e não os consigo deitar fora, ainda me parecem bons para fazer qualquer coisa.

No S. João fiz a minha primeira experiência de feltragem. Usei um tapete de palhinha e fiz como mostra aqui. Não é muito difícil, na verdade até feltra bastante rápido. Os resultados não são os espetaculares mas com a prática vai melhorando. A lã que uso (de segunda escolha) tem muitos nós e borbotos e torna-se difícil fazer uma tapete homogéneo, mas mesmo assim gosto do resultado.



Enquanto melhoro a técnica vou usar estes pedaços de feltro caseiro para fazer testes de tinturaria (2 em 1!).

A primeira tentiva foi com Powerade. Não tenho ideia se esta bebida é útil aos desportistas nem ao que sabe, mas o azul sempre me prendeu a atenção e o azul do Powerade é vibrante.

Usei o método do microondas e fiz duas tentativas, uma com vinagre outra sem.

Mergulhei a lã no líquido e pûs no microondas por 2 min na potência máxima, deixei arrefecer (2 ou 3 horas) e voltei ao microondas por mais 2 min. A lã absorveu a cor toda num instante, mais houvesse mais absorvia.

Não notei nenhuma diferença entre os dois testes e depois de procurar na net, percebi que a bebia já é ácida (2.25!!) e não precisava de vinagre.

Gostei do resultado final, embora não tenha ficado tão vibrante como a cor original. Se aumentar a proporção de líquido em relação à lã devo conseguir melhores resultados. Fica para uma próxima vez!


sexta-feira, 17 de junho de 2011

Botões




Resta saber como se comportam com o uso.

Bom Fim de Semana