quinta-feira, 19 de maio de 2011

A Meada Tang

Uma mana fia e a outra procura dar-lhe destino.
A primeira meada da mana é pequenina e "tosca". Sempre é a primeira... tem muita aprendizagem entrelaçada nos seus fios. A lã das minhas ovelhas tambem pode não ser a mais bonita ou a mais macia ou a mais fácil de fiar... mas é a que temos. É proveniente de ovelhas Ille de France.
Este ano ainda não fizemos a tosquia, mas está para breve. Com o que aprendemos com a lã do ano passodo já sabemos como não a devemos tratar e temos umas luzes de como fazer bem... vamos experimentar outros métodos - limpeza, água quente e sabão. talvez resulte melhor.

Esta meadita, a tal primeirissima, deu-nos oportunidade de experimentar uma coisa que há muito viamos na net e nos dava curiosidade - tingir com Kool-Aid. O método parece facilimo: apenas com pacotes de sumo e o micro ondas se tinge a lã, com cores lindas.
Pois é, acabei por descobrir que o Tang não deve ser igual ao Kool-Aid, nem em variedade, nem em qualidade.

Realmente consegui tingir a lã mas as cores ficaram um bocado desmaiadas. Salva-se um cheirinho doce ;)
Embebi a meada em água, coloquei os dois sumos - Morango e Maracujá, em dois copos de água e coloquei metade da meada em cada um deles. Foram ao microondas durante vários periodos de 2 minutos. Esperava que a água ficasse transparente como diziam as receitas da net, mas tal não aconteceu com muita facilidade. Antes do final juntei um esguicho de vinagre a cada copo no sentido de facilitar o processo.




No final a meada foi bem lavada em água fria para retirar o excesso de corante e cá está ela, à espera de um destino.



Vamos pensar em novas aventuras tintureiras...

terça-feira, 10 de maio de 2011

Singles...


A aprendizagem corre mais devagar do que o esperado, mas vai-se fazendo.



Meada de 160m e 53gr
Fiada em método worsted com lã cardada.
Fio simples (Single ply)


sexta-feira, 6 de maio de 2011

Preparativos para as férias

As férias são uma altura muito ansiada, guardamos tantas coisas para fazer nas férias e quando chega a altura o tempo voa e não fazemos nem metade do que tínhamos planeado. Afinal as férias são para descansar e não para andar numa correria…
Nestas férias vou ter disponível (não é só para mim) uma rodinha de fiar. Por isso estou a começar a preparar os trabalhos para essa altura.
Andei a tentar aprender um bocadinho mais, tenho lido o livro Big Book of Handspinning do Alden Amos, na parte que diz respeito à lavagem de lã. Conclusão: andava a fazer tudo de maneira diferente.
Eu apenas lavava a lã em água quente, mas o Alden Amos sugere que se utilize detergente, tempo de imersão em água mais curtos e, muitíssimo importante, limpar muito bem a lã antes de a lavar.
Tinha cá um velo que tinha sido lavado com água fria e dei-lhe o tratamento sugerido. Lavei-a com OMO para ficar mais branquinha.
Cá está o resultado:




Ficou mais fofinha que lavada só com água. O grande defeito da preparação desta lã foi a falta de limpeza prévia da lã. Tem muitas impurezas, dá muito trabalho quando se vai cardar a lã. Também me parece que a lã não é de melhor qualidade, fica com muitos nozinhos de lãs curtas.
De qualquer forma, enquanto não começamos a tosquia, vou preparando os rolags para fiar no verão.
Tenho também uma lã castanha, oferta de uma amiga, que já foi lavada e será preparada também para fiar ou para feltrar… também é uma ideia a explorar.



Tenho também alguma lã comprada já preparada para fiar. Tenho que pensar como a posso preparar para misturar cores. A maior parte da lã é castanha mas tenho também um bocadinho de amarelo e vermelho.


Penso que combinadas ficarão bem. Alguém quer dar alguma sugestão de como ficará melhor?

Dia 3 de Maio foi dia da Santa Cruz e era dia dos anos das Avós.


Cá estão as capelas, os palmitos e os cizirões que foram semeados e cresceram às escuras para ficarem clarinhos (também já lhes ouvi chamar cabeleiras).

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Flexibilidade

Hoje, um post (vários posts) deixou-me a pensar. Flexibilidade no trabalho, que bom que era…
Com frequência penso no que deixo de lado… Como trabalho, não acompanho e apoio o crescimento dos filhos como penso que necessitam. Se deixar de trabalhar que futuro lhes posso proporcionar?
E depois, conheço tantas mulheres que chegaram a uma certa idade, que não é preciso ser muita idade, e deixaram de ter oportunidade de trabalhar. Qualquer trabalho é uma bênção, a agarrar com ambas as mãos. Ainda para mais no interior.
Admiro as mães que conheço através de tantos blogs, que são mães a tempo inteiro. Às vezes pergunto-me se é opção ou falta dela? Não me revejo nesse papel a tempo inteiro. Recordo-me de um período em que estive desempregada. Recordo-me de me sentir inútil, parecia-me que não sabia fazer nada… Gosto de trabalhar, de desafios, do convívio com as pessoas.
Gostava sim de acompanhar mais os meus filhos, de estar mais presente. Ter tempo para os ir buscar à escola, fazer os trabalhos de casa com eles, ter tempo para brincar.
Estou um bocado cansada de ser a mãe que está em casa quando eles estão na escola, e que não está quando eles chegam a casa. Quando chego só dou ordens. Já fizeste os trabalhos de casa? Vai tomar banho! Vai por a mesa! Vá lá, come! Vai lavar os dentes! Vamos para a cama!
Só ordens e falta de paciência.
Já pensei várias vezes que gostava de trabalhar a meio tempo, ou com horário reduzido. Ganhar menos pode ser ganhar mais… menos dinheiro, mais qualidade de vida.
É um sonho que considero dificilmente concretizável.
Podia trabalhar por conta própria, mas que sei eu fazer? Não tenho um grande espírito empreendedor nem vivo numa região que facilite a sobrevivência de pequenos negócios.
Esperamos melhores dias… com o tempo tudo se resolverá, nem que seja quando os miúdos forem para a universidade. Fora de brincadeiras, acho que será antes disso. Para isso trabalhamos todos os dias, para procurar melhores soluções.

Paisagens

Descobertas em terrenos tão conhecidos… que bom passear por Lisboa.
Apesar de não ter feito grandes nem originais viagens, conheço Paris, conheço Madrid, Estugarda… Gostei muito de conhecer essas cidades, abriram o apetite para mais passeios, mas não tiraram o prazer de passear em Lisboa que apesar de muitos defeitos será sempre a mais bela capital.
Apanhar o eléctrico, ir à feira da ladra… que bom e que triste! Tantas pessoas com necessidades tão grandes, tantas casas velhas e sujas… tantos turista a passear em Lisboa e são tão mal tratados… não os devíamos acolher melhor?
De qualquer forma o balanço foi positivo… a repetir com frequência!
Depois passeios pelo bairro, ver montras… às vezes aparecem surpresas muito engraçadas.
Durante tantos anos (quase toda a vida) por aqui passei e nunca tinha visto o castelo! Será que desapareceu alguma coisa pelo caminho?



Durante o regresso a casa fomos ainda espreitados por um dragão voador



De volta a casa tentámos manter a tradição – na segunda-feira de Páscoa fomos para a ribeira comer os restos do borrego da Páscoa. São momentos bem passados.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Meada Fiada, Meada Dobada

Está a fazer um ano que eu e a mana frequentámos um workshop de fiação com a Tita Costa. Gostámos muito. Tanto que ainda não parámos. Embora o arranque seja lento esperamos que seja seguro.

Fiei a minha primeira meada, a duas cores, à mão. Gosto de fiar com fuso mas não se compara com a rapidez de fiar com uma roda. Nada nada… o resultado é muito mais imediato com uma roda.

A lã já vinha tingida e cardada. Para misturar as cores tentei cardar uma mecha de cada cor para misturar. Mas eu não gosto nada de cardar embora já tenha descoberto que é uma das fases mais importantes para quem fia. Voltando à minha meada, resolvi fiar troços alternados de cada cor. Tinha intenção de fazer um fio com dois cabos e tinha esperança que as cores se harmonizassem nessa altura. Não me parece que tenha corrido muito mal. Mas deve haver outras técnicas para fiar mais de uma cor… alguém me quer dar alguma sugestão? Como será que se fia aquelas lindas lãs que parecem um arco-íris?

O estímulo para terminar de fiar foi o Helix Scarf que encontrei na página do Spinnin Daily. Quando vi este cachecol achei-o muito bonito e ideal para experimentar o meu fio. Foi o incentivo para o acabar de fiar.

Depois foi a parte de juntar os dois cabos… mais aprendizagens. Rodar o fuso ao contrário é difícil, exige concentração redobrada.

Ainda tentei inventar uma Lazy Kate mas o resultado não foi o esperado. Foi mais fácil deixar as meaditas no chão, a correr livremente, utilizar as costas de uma cadeira para esticar o fio… lá consegui.


Cá está o começo do meu helix scarf. E cá está mais uma pista do meu KALendar, já terminada. Gosto deste desafio!

domingo, 27 de março de 2011

Prendas

O tempo tem andado de sobra.
Esta minha condição de desempregada trouxe-me muito tempo disponível.

Durante o último ano tenho também aprendido muitas artes que até agora tinha me tinham pouca atenção. Aprendi crochet, a fiar, a trabalhar madeira...e agora a tricotar. ....E não consigo parar!

Tenho andado a arranjar razões válidas para testar os vários modelos que vou vendo nas revistas e pela net, e decidi que este ano as prendas de aniversário dos meus "sobrinhos" vão ser todas caseiras.

Já fi duas....comecei com este Tomten Jacket da Elizabet Zimmerman. Um modelo clássico, fácil de executar e com um resultado muito bom.

Este é para um menino de (quase) 3 anos. Comecei a trabalhar com fio Kiev da Brancal, em castanho e branco, mas a meio achei muito escuro e monótono. Muito triste para um miúdo tão pequeno. Juntei-lhe umas riscas de laranja bem vivo para dar cor.

Gostei bastante do resultado final, espero que o presenteado (ou a mãe) também goste.


A segunda prenda foi este vestido de menina. Quando fui à retrosaria comprar os botões recebeu aprovação imediata das senhoras presentes. Fiquei toda babada com os elogios..quem não ficaria.

O modelo é desta revista, e o fios são de algodão um roxo e outro rosa. Fui muito rápido de fazer e com muito bom resultado. Vai dar para o verão e para o ano descem-se os botões e fica uma túnica.