quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Blog a Seis Mãos

Tivemos uma bela herança...este nosso gosto por trabalhar com as lãs é uma herança bem valiosa. Pena não a termos aproveitado na sua plenitude. Desde a avó materna, que em tempos muito longínquos fiava linho, à bisavó paterna que fazia rendas com agulhas finissimas, e à avó paterna que fazia de tudo - renda, costura .....e tudo perfeito!

Perto de nós está uma grande Mestra, a nossa mãe que nos ensinou tudo quanto vamos fazendo.

Como todas as tricotadeiras, não gosta de coser as peças tricotadas no final - oportunidade ideal para um desafio - o Surprise Jacket da Elizabeth Zimmerman.

E o prazer de ensinar alguma coisa à Mãe também é grande.

Parece-me que superou as expectativas. A combinação de cores ficou muito boa. O entusiasmo foi grande
a Mãe ficou até às 5 da manhã para terminar os casacos para os netos da amiga e a gola Moebius para a troca de prendas. O que a safou foi a tradução para português das explicações feita pela filha mais velha, uns vídeos no Youtube e muita paciência...





domingo, 2 de janeiro de 2011

Saldos

Este ano os saldos começaram mais cedo. Foi logo dia 23, antes do Natal. Passei pela Brancal e reparei que já havia promoções de fim de stock. Trouxe meia dúzia de meadas de algumas cores. Tive pena de não puder trazer mais, a dois dias do Natal não se pode abusar da carteira. Fiquei com fio suficiente para o primeiro mês do ano e ainda dá para dividir com a mana.


E como não consigo estar quieta, pûs-me logo a trabalhar.

Fomos a Castelo Branco passar o Natal com a família. Nos intervalos da cozinha e da mesa sentámos-nos à volta da lareira a dar à língua e aos dedos.




Trouxe esta mantinha quase terminada. Tive muito que desmanchar e voltar a fazer, porque pelo meio da conversa perdi-me muitas vezes. Cada malha ficou entrelaçada de conversa e risota.




A manta é pequena 61 por 57 cm, bom para trazer nos carrinhos ou para enrolar um bébé pequeno. O fio é grosso e com agulha 7 fica espessa e fofa.








Do Natal ao Ano Novo foi um saltinho. E cá por casa o Ano Novo também é uma festa de família, sempre foi e espero que assim continue. É assim desde o tempo da avó materna, que juntava os 5 filhos e os 13 netos na mesma casa, para entrarmos todos juntos no novo ano.
Agora somos menos mas encontrámos-nos em Lisboa e como não há lareira, aproveitamos as novidades cá da terra. Fomos dar uma voltinha ao Museu de Arte Popular, que reabriu com uma exposição temporária sobre os construtores do museu e o seu nascimento. Peças de artesanato ainda são poucas, mas encontramos esta fiandeira de roca e fuso a pastar os perús...ou será a caminho do mercado?





Resta-nos desejar uma BOM ANO a todos. Ainda temos 364 dias fresquinhos para fazer o que melhor nos aprover. Espero que sejam dias muito felizes e cheios de saúde.
Boas entradas e até breve!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Até ao Natal

Conseguimos fazer o presépio a tempo.


É sempre uma aventura e um marco, pelo que representa.

Envolve toda a família e deve continuar assim...


Entretanto fiz duas prendas para os anos das minhas cunhadas, gostei de as ter feito. Penso que gostaram de as receber.


O meu shalom já está terminado há algum tempo e já anda a passear comigo. Faltava a foto. Cá estamos nós. Parece-me que tenho que fazer uma dietinha para combinar melhor com o shalom.


Projectos para 2011 - aprender um pouco de fotografia para obter melhores resultados.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

A caminho do Natal

Embora um pouco atrasados iniciámos a nossa caminhada até ao Natal.
Aproveitando o feriado fomos todos ao musgo para o presépio.



Desde o ano passado que o fazemos com musgo, com as figuras tradicionais (cada vez mais em cada ano), com todos os animais de brincar cá de casa e várias recordações dos nossos passeios...

Desejo com muita força que este caminho seja o caminho para o NATAL = Paz, Esperança, Harmonia... e mais tantos outros sentimentos positivos para todos NÓS.

Para a tarde fizemos estes belos quequinhos... mesmo bons. A receita é simples e só demora uma horita entre começar a fazer e acabar de os comer. É uma receita da Nigella, mas podemos fazer as variações que o momento nos inspirar... está na altura de experimentar uns com raspa de laranja e canela... ou chocolate? Será tema para o próximo fim de semana.



BOM NATAL

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Trabalhos a Crescer

Descobri por acaso uma edição grátis da revista knitter’s, a edição nº 100. Se fizermos o registo no Zinio. Podemos fazer o download da versão digital grátis.

Gostei do que vi.



Com este casaquinho fiquei encantada.
E está a crescer um para a minha filhota. Andávamos com problemas por falta de camisolas quentinhas para o inverno (andava eu porque ela acha que não tem frio). Deve ficar-lhe bem. As cores foram escolhidas por ela.
Não estou a seguir as instruções à risca. Em tempos, não muito recuados, fiz um Totem Jacket da Elizabeth Zimmermann. Resolvi seguir o mesmo método de construção e estou a tricotar as frentes e as costas juntas. À medida que vai crescendo vou adaptando as instruções originais ao totem. Deve resultar alguma coisa.



Outro trabalho rápido e eficaz são as golinhas. Simples, rápidas e aconchegantes. A da mana ficou torcida (uma moebius) mas a da filha ficou direita e fica-lhe bem. É colorida e aquece-lhe o pescocinho.



Os Cachecóis para as cunhadas vão crescendo… devem estar prontos a tempo.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Dobadoiras

Eu já tinha feito a minha, caseirinha, pequena e muito funcional. Nunca mais pensei no assunto até que me lançaram o desafio no mês passado.

Pois eu aceitei o desafio e foi isto que deu! A primeira série de dobadoiras da MeadaDobada.



Não estão muito perfeitas, mas rodam bem. Aprendi mais algumas coisas de carpintaria e a mão vai ganhando jeito. Têm uma característica que me agrada muito. São desmontáveis e por isso ocupam pouco espaço, são fáceis de arrumar e desarrumar.

Neste momento existem 3 exemplares disponíveis para venda, cada a 25€, para que quiser arriscar uma dobadoira caseira.




Já agora, aproveito para distinguir a dobado(u/i)ra do sarilho. A dobadoira tem como objectivo dobar meadas, transferir o fio da meada para novelos. O sarilho serve para construir as meadas. Transferir do fuso ou bobines para a forma de meada para ser lavada ou esticada.
A forma das duas não é muito diferente. Aliás, a grande diferença é a posição da meada, vertical no sarilho e horizontal na dobadoura........e porque não....bem fica para a próxima, pode ser que venham a existir mais modelos produzidos pela MeadaDobada.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Mãe, estamos no céu!!!

Mãe, estamos nas nuvens!!!
Foi assim que comecei o meu dia… estava tanto nevoeiro, não se via quase nada. Foi do que o meu filho se lembrou. E depois a filha disse: estamos no céu! Que bom este optimismo, esta alegria… temos que nos deixar contagiar, é tão bom!

Trabalhos acabados, trabalhos começados:



Já estão as luvinhas.
Já terminei uma gola para a mana. É uma moebius, saiu muito torcida. É rápida de fazer. Não é muito fácil torcer a primeira volta… talvez com uma agulha circular mais pequena fosse mais fácil…
Estou a começar uma prenda de anos, bem bonita no modelo original – saroyan; vamos ver se consigo um bonito efeito com esta lã.