sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Crises

Estamos em época de crise…
Crise a vários níveis
é a crise do país, que nos deve preocupar e indignar a todos, e a instabilidade que isso traz
é a crise da falta de empenhamento naquilo que se faz, é o gostar de mostrar que se faz melhor que os outros sem se preocuparem realmente em fazer o que quer que seja…
E quando isso nos acontece a nível profissional o que fazemos? Encolhemos os ombros e fingimos que não vemos? Acho que não podemos deixar de nos importar com essas coisas. Vamos fazendo o melhor que sabemos e podemos.
Deixemo-nos de histórias tristes…
O casaquito da priminha já está despachado.



O modelo saiu da caixa onde já estava guardado há algum tempo… mas não é que a princesa ainda gosta de bonecos? Vai ficar cá em baixo para ela ir brincando.

Estou em preparação para iniciar o desafio da D. Maria - o Shalom cardigan , mas o meu vai ter mangas compridas… pelo menos vou tentar.
A cor já foi escolhida, foi um cinzento claro, não foi a primeira ideia mas era o que estava disponível na única lojinha cá da vila. Já trabalhei com este fio e gostei. Vamos ver o resultado.



Entretanto, com um novelo que comprei no supermercado iniciei o 28's Cousin 53!.Achei o projecto curioso e estava em lista de espera.
A lã é muito macia. A tendência para os tons azul e castanho repete-se. Vamos ver o resultado final…

domingo, 26 de setembro de 2010

Os anos da I&M

A I&M são filhas de uma amiga de longa data. São duas meninas pequenas nascidas no mesmo dia, apesar de não serem gémeas. Isso implica fazer duas prendas para o mesmo dia, o que com as restrições de horário ia ser complicado. Como as meninas partilham o mesmo quarto, decidi fazer um puff. Um modelo simples e rápido.
Para fazer exterior do puff escolhi um plástico-tecido, tem o aspecto de um tecido, mas é inteiramente plástico, muito fácil de limpar, o ideal para esta aplicação.
O senão chegou quando pus o o tecido à máquina para coser. A máquina não tem força suficiente para furar e puxar este material. Acabei por ter de coser tudo à mão. Planeava usar uma tarde a fazer o puff, mas passei um fim de semana inteiro à volta das costuras, e ainda ganhei 2 calos nos dedos!

Apesar de todo o trabalho as meninas gostaram muito...à excepção da cor. Eu devia ter adivinhado que meninas desta idade só conhecem uma cor, o cor de rosa.


Com as aparas fiz dois estojos. Um mais clássico com fecho de correr e outro com fecho de orelhas.
Foi a primeira vez que usei este tipo de fecho e posso dizer que não correu muito bem. Mas valeu a experiência, para a próxima já corre melhor.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

...

O annis já está terminado há algum tempo. Já foi esticado e experimentado.



Acrescentei-lhe duas luvinhas sem dedos. Combinam bem e foram fáceis de fazer: 3 repetições do padrão, em 4 agulhas, mais umas voltinhas lisas, e ficaram prontas.
Gostei muito do efeito final. Talvez este xaile beneficiasse de uma cor mais clara e uniforme, mas não estou arrependida da escolha que fiz.
Esta lã é muito bonita pelo efeito de cores que produz, embora seja um pouco áspera, mas não em demasia.
A minha princesa fez a passagem de modelos.



Entretanto aguardo a chegada de uma nova priminha. Como não podia deixar de ser, vai ter um casaquinho.
Podia lá deixar passar a oportunidade de experimentar o baby surprise jacket? Ainda por cima com gorro e botinhas a condizer?



Gosto da lã trekking, tem bonitos efeitos, embora procurasse uma cor menos tradicional para menina. Esta também não está mal. Não me posso descuidar com o tempo. O casaquinho é mesmo para os primeiros tempos.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Caroços, Bordados e Tartarugas

Durante a época das cerejas, andei a juntar os caroços. Queria fazer uma almofada de caroços de cereja e experimentar o aconchego no inverno que aí vem. Mas este verão não foi ano de fruta e as cerejas não abundaram, mesmo assim consegui juntar o suficiente para fazer esta pequena almofada. Tem certa de 15 cm por 7 cm.
Para a "fronha" da almofada resolvi experimentar uma técnica de bordado Japonês que me fascina muito, sashiko. A técnica é muito fácil, só requer paciência e tempo. O mais difícil foi encontrar papel químico para transferir o desenho. Parece que já não se usa. Percorri várias papelarias e lojas de belas artes e lá acabei por encontrar papel químico amarelo, variedade que até agora não conhecia.
O tecido veio de uma camisola velha e as linhas dos restos da mãe.
Para quem quiser experimentar existem vários tutoriais na net, assim como esquemas e desenhos. Fica aqui uma indicação por onde começar.

http://www.purlbee.com/sashiko-tutorial/

Já tive oportunidade de a experimentar numa pequena dor muscular e fiquei muito satisfeita, só um pouco desiludida por a almofada não ser maior. Paciência, para o ano volto a juntar mais caroços para fazer mais almofadas.




Estas tartarugas também as comecei pela época das cerejas, mas demoraram muito a acabar. Foram de férias comigo e voltaram. Agora já podem seguir os seus destinos até às mãos de 2 meninos, de 2 e 3 anos. Espero que gostem!

Eu gostei de as fazer. A minha habilidade no crochet é reduzida e tive alguma dificuldade em algumas partes, mas puxei pela imaginação e consegui terminá-las. É por isso que não são iguais entre si, nem com o esquema original.

O fio é de algodão e o recheio lã de ovelha em rama. Tudo próprio para crianças pequenas.


terça-feira, 31 de agosto de 2010

Annis

Já comecei… sem esperar resposta da minha parceira… mas agora espero...


Só que não podia começar hoje que é terça-feira. Aqui por estes lados diz-se que a terça-feira não é bom dia para começar nada, nem fazer negócios, não sei porquê mas é o que se diz.
Por isso comecei de véspera.
Montei as malhas e fiz as duas primeiras voltas. Foram difíceis, muito longas.
Os xailes que fiz começavam sempre pelas voltas mais curtas e via-se o trabalho crescer depressa, dava entusiasmo. Quando chegada a parte mais demorada já não podia parar porque estava quase a terminar. Este é ao contrário.
Agora adivinha-se uma dificuldade… não percebo bem como se faz os Nupp. Na volta da frente percebo que se fazem os aumentos na mesma malha, mas na volta do avesso será que se tricotam 7 malhas juntas sem trabalhar? Grande confusão… vou ver se descubro.
D. Maria, posso continuar?

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

A brincar...

Passei este fim de semana a brincar...
Nas minhas voltas pela net encontrei este projecto de moranguitos que me encantou tanto que encomendei as lãs só para o fazer.



A verdade é que também queria conhecer a Phoebus.
Já trabalhei com a Elis, também da Lopo Xavier, e gostei...fiz um vestido a uma “sobrinha” e uma camisola ao sobrinho. Qualquer dia só me conhecem como “a tia das camisolas”...

Este foi o resultado





Gostei de trabalhar com a Phoebus. A Elis é mais grossinha e faz um trabalho muito macio. A Phoebus é mais fina, não gostei tanto. Cada uma com o seu objectivo. Esta ainda vai servir para fazer umas luvinhas sem dedos para o inverno.

Entretanto parece que tenho parceira para o Annis shawl, tenho ou não?
Andei um tempo às voltas com a escolha da lã...

tinha estas duas em mente, a Kauni deve dar um trabalho lindo com a sua mistura de cores, entre o castanho e o azul, mas parece-me que num trabalho rendado as cores poderão ofuscar o efeito pretendido, ou não...
Esta lã mé-mé da retrosaria é linda, mas a castanha não chegava, agora tenho uma meada em cru. A ideia é começar com a castanha e acabar com o cru.
Cada vez que penso nisso mais confusa fico...
Se a minha vontade inicial era a Kauni porque não arriscar e experimentar?
Começamos quando?

domingo, 22 de agosto de 2010

Turista em Lisboa

As férias já acabaram mas o tempo convida ao passeio, por isso este fim de semana aproveitei para ser turista na minha própria cidade. Segui uma sugestão da Agenda Cultural e fui visitar o Galeria do Loreto, sob a tutela do Museu da Água.
A visita começa no reservatório da Patriarcal, mesmo por baixo do lago do Jardim do Príncipe Real, assim chamado por ter sido construido sobre as ruínas da nova Sé Patriarcal de Lisboa. Devido a um fogo a nova Sé nunca chegou a funcionar e a estrutura que restou foi aproveitada para construir um novo reservatório associado ao aqueduto das águas livres, que serviu para alimentar a industria crescente junto à frente ribeirinha.
A Galeria do Loreto é extensa, termina no largo do Camões, junto à Igreja do Loreto, no entanto a visita é bem mais curta, só com 410mt e acaba no Miradouro de S.Pedro de Alcântara.



A visita é curta, mas vale o entusiamo do guia, que além da lição de história também nos deu explicações de engenharia e transformou um percurso de10min num passeio pela história da nossa terra.
Fiquei também a saber que existem mais galerias abertas para visita, mas é preciso telefonar para o Museu da Água e perguntar quais estão disponíveis.

Entre trabalho e passeios arranjei tempo para terminar o meu novo tapete de quarto. Vi–o numa revista da Interweave e apaixonei-me. Aqui fica o resultado final.
O tapete tem 40cm de diâmetro . É feito de algumas centenas de “folhas” feitas em crochet e montado sobre tela de esmirna.