quarta-feira, 14 de julho de 2010

Fim-de-semana ideal

Um fim-de-semana ideal poderá ser como este que passou.
Fiz um dos meus passeios preferidos de sábado, fomos ao mercado a Estremoz. É um belo passeio. Gosto de ver as velharias, algumas mais velhas e outras mais novas.
Este gosto pelas feiras e mercados vem de trás, vem das férias da infância, em S. Pedro de Sintra. Acordar cedo com o barulho de metal dos martelos a pregar as estacas que iam segurar os toldos. Logo ao pé da porta tínhamos os bolinhos de feira, as ferraduras, o pão de centeio e de trigo, o queijo e os enchidos… os legumes e frutas da região, aquelas perinhas pequeninas e tão saborosas… que ricos almoços de feira. A visita às velharias era sagrada, com muita calma para ver tudo bem visto.

Em Estremoz gosto do movimento, de encontrar pessoas conhecidas, do mercado das hortaliças, do café e bolo na Pastelaria Formosa (os garotos não dispensam o xadrez e o folhado de salsicha), das farturas, e de me perder nas velharias. Às vezes encontram-se preciosidades incríveis. Tenho lá comprado coisas muito bonitas. Já me pus de castigo durante uma semana por me ter excedido, mas nunca me arrependi.



Esta foi a minha última aquisição. Adoro o padrão, adoro as cores… Está um bocado gasto e parece-me que não foi rematado, ou seria mesmo assim?
Noutra ocasião encontrei um “taleguito” do pão, feito com estas tiras, creme e cor-de-rosa, unidas justapostas em vez de ser pelos “bicos” como este… muito bonito também.
Ainda aproveitei para ir à loja das lãs procurar mais para completar a minha mantita. Vai andando, devagarito.
O fim-de-semana prosseguiu com a visita da mana, muita conversa, fiar um bocadito, uma bela sopita de beldroegas… foi um descanso.

Esta semana vou de férias… Até à volta.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Brincadeiras de Fim-de-semana

É engraçado… parece que este blog só vive dos fins-de-semana. É quando se consegue aproveitar algum bocadinho para experimentar coisas diferentes.

Já há muito tempo tinha visto estes carimbos feitos com simples borrachas. É claro que em pequena os carimbos eram de batata, mas estes talvez durem mais.
A habilidade não é muita, a inspiração foram estes rabiscos,



a técnica é fazer o desenho na borracha e ir retirando o que está a mais com um X-acto. A borracha é muito macia, corta-se bem, bem demais se não temos cuidado…



Gostei do resultado.
Vou procurar borrachas maiores e novas ideias para carimbar.

Continuo às voltas com a minha manta. Já imaginei outra forma de fazer os quadrados.



Pelo menos faço 4 de uma vez.
Inspirada na Elizabeth Zimmermann, utilizando o método das voltas curtas (short-Rows), montei um lado do quadrado, deixando em cada volta mais uma malha na agulha até fazer um triângulo, mudo de cor para completar o quadrado e fico com as malhas na agulha para iniciar o 2º quadrado. Só depois encontrei o Knitting Techniques for more Successful Knitting , no Knitting Daily. Explica como fazer as tais shot-rows sem deixar buracos. Poderá ajudar a fazer as transições mais bonitas e não deixar uns buracos tão grandes….Terei que experimentar mais tarde. Até porque esta técnica promete.

Por agora decidi acabar a mantinha como a iniciei, com quadrados feitos na diagonal, mudando a cor ao meio. Na agulha já estão alguns triângulos, falta completar… vamos fazendo.

Entretanto descobri uma delícia… vai um licorzinho de chocolate?




Encontrei a receita na revista lusitana. Sou gulosa. Experimentei. Fica um licor espesso e gostoso. No inverno deve ser bom, mas no verão com um cubinho de gelo também é. Este foi feito com cacau, para não ficar tão doce. O próximo vai ser com metade de chocolate e metade e cacau.
Até ao próximo fim-de-semana...

Antes das Férias

Estou quase de férias! Vão ser 15 dias de calma, fora da rotina.
Já comecei a fazer as "malas", ando a juntar as ideias e os materiais para os projectos das férias.

No escritório tenho uma pilha de jornais velhos. Todos os dias pego num jornal gratuito que leio no escritório com o café. É um ritual para começar o dia. Depois de lido vai para um monte no canto da minha secretária. Tenho pena de os deitar fora sem mais nem menos. Têm ficado ali à espera que me surja uma ideia....mas até agora nada!

Por isso fica aqui o desafio! Se esta pilha de jornais estivesse na vossa secretária o que fariam com ela?

Aceitam-se ideias.

Boas Férias

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Fim-de-semana

Este fim-de-semana foi esquisito. No domingo estava vento suão, um vento quente e amolecedor… que sensação tão estranha, que indolência tão grande… há tantos anos que aqui vivo e só agora percebi porque as pessoas se queixavam do vento suão. Parecia que o céu estava baixo, não se conseguia respirar. Só melhorou ao fim da tarde, com a trovoada.

Mas o sábado foi produtivo. Foi isto o que resultou de umas ideias que estavam à espera de ser concretizadas.



Um niddy-noddy (como se dirá em português? Sarilho?), mas parece-me que resultou um pouco comprido. Temos que experimentar, já estava a fazer falta.
Com o resto da cana fiz uma caixa para as agulhas de crochet. Foi só fechar com um bocadinho de cortiça.
E por último, umas agulhas de tricot, nº 9. Vamos ver se sabem tricotar. Pelo menos são levezinhas.
Estes trabalhos lembram-me um papagaio de papel, feito há muitos anos, na praia da Areia Branca, e quem o fez. O papagaio nunca voou mas a habilidade de quem o fez era maior que a minha. Lembro a estrutura, o papel e as tentativas para o fazer voar. E as histórias do “Vasco Lourenço” que o meu irmão inventava a caminho da praia. O nome estava no ouvido, na altura, e o protagonista era sempre um menino, chamado Vasco, que ia fazer recados à mãe e trocava sempre tudo. Nunca acertava uma. “Foge cão, não me faças trocar toucinho por sabão”.

Entretanto a mantinha vai crescendo.



Tem quatro quadrados, só faltam 5. Tendo em conta que cada quadrado é feito com 4 quadradinhos, só faltam uns 20. É um trabalho simples de se fazer, os quadrados são feitos na diagonal, a meio muda-se a cor. Não é preciso muita atenção. O pior é coser… não gosto de coser, é preciso muita atenção para os quadrados ficarem certinhos e não ficar com buracos no meio. Mas a mantinha vai ficar jeitosa. A “lã” é macia e quentinha, boa para o inverno. Vamos então continuar a manta, até acabar a lã.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Fim-de-Semana

Em primeiro lugar, como tinha prometido no último post, vou mostrar o que fiz com a lã kauni arco íris.



O modelo ajudou, o february lady sweater é lindo. Já o fiz 3 vezes. O primeiro foi para mim, mas o cão roeu-lhe a manga. Desmanchei-o e fi-lo outra vez. Da segunda vez um pouco mais pequeno. Gosto dele, é confortável.
Este fio da kauni é bonito mas o matizado da linha é difícil de trabalhar, pensei que num modelo circular a lã lhe daria um aspecto mais harmonioso. Ficou lindo.

Entretanto, estou a tentar fiar, mas a duas cores.



Ainda não sei se o efeito final resultará. Estou a pensar fazer um fio com 2 fios, 2 ply, como se dirá em português?
Mas juntar as duas cores não é fácil. Já cardei, já separei em “madeixas” finas, mas fica sempre aos bocados, um bocado vermelho e um bocado amarelo. Quando juntar os 2 cabos deve ficar bem. Só no fim é que descubro.
Será que alguém tem alguma sugestão?

Retomando a ideia da manta inspirada em patchwork e azulejos, encontrei uma inspiração mais fácil de trabalhar.



É o chão da cozinha da praia. Vamos ver no que dá.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Intervalo

Parece que ando longe… às vezes temos que atender a outras obrigações, menos agradáveis, diga-se de passagem.
Mas o tempo não tem sido mal aproveitado, já deu para inaugurar o verão.
A nossa casa de férias é um lugar especial, respira-se lá harmonia. Pode ser do espírito da casa ou do espírito dos ocupantes quando para lá vão… não sei! Sinto-me lá bem. Apesar de este fim-de-semana ter sido um bocadito trabalhoso. A casa estava fechada há um ano.
O passeio na praia é que teve um lado desagradável. A praia desapareceu. Que tristeza. Será que o mar repõe a areia que levou? Foi tanta!



Entretanto, em casa da minha mãe, com a mana, estivemos a discutir o trabalho da lã depois de lavada. Eu que gostava mais de lavada sem detergente, ela que lavava com detergente. Penso que é uma questão de gostos, opiniões.
Mas lembrei-me de experimentar com o fio na sua forma original. O fuso não foi grande ajuda, mas gostei de trabalhar o fio tal como ele está. Para quem não se importa muito com o cheiro. Com as mãos podemos separar as fibras e os “lixos” maiores caiem. É muito macia a fiar e o fio fica mais homogéneo. Gostei deste passatempo “low-tech”. Um lápis dos miúdos, um bocado de lã… já está. Gostei.



Outra experiência, com o fio filigran, da Zitron. Estou a gostar muito de trabalhar este fio. É macio e suave.




Agora preciso mesmo de opiniões. Acham que esta amostra pode crescer e dar um cachecol? Será que resulta bem? Todas as sugestões são bem vindas.


Outra descoberta foi que a Ovelha Negra , do Porto, tem um grupo no ravelry. Já conhecia o grupo da Retrosaria e fiquei logo viciada. Vou lá procurar muitas novidades. Mas o grupo da Ovelha Negra tem vários KAL. Deu-me vontade de acompanhar… é bom saber que esta paixão é partilhada. O que me está a aguçar o apetite é o Annis, é lindíssimo. E gostaria de experimentar com a mé-mé que já cá tenho em casa ou com esta lã da Kauni, azul e castanho. Já fiz um casaco com esta lã para a princesa. Ficou um arco íris lindo, embora a lã seja um pouco áspera. Vou mostrar um dia destes.

sábado, 12 de junho de 2010

Cardas

A necessidade aguça o engenho!
E é verdade, estou quase uma carpinteira de mão cheia.


A falta de acessórios de fiação em portugal e os preços praticados na net fez-me, mais uma vez, produzir o meu próprio material.
Aproveitei os feriados e pontes e construi estas cardas.


Os panos de cardar mandei vir de Inglaterra por correio e chegaram cá em menos de uma semana.

As madeiras encontrei numa estância aqui perto, e o resto foi simples, uns parafusos, cola e muita calma.

Acabei por fazer 3 pares de cardas, um par fica comigo, o outro vai para a minha parceira de aprendizagem.
Já temos a lã, já a lavámos, já temos as cardas, os fusos vieram do curso na ervilha cor de rosa. Estamos prontas para trabalhar a lã.

Mãos à obra! Vamos fiar.