sábado, 12 de junho de 2010

Cardas

A necessidade aguça o engenho!
E é verdade, estou quase uma carpinteira de mão cheia.


A falta de acessórios de fiação em portugal e os preços praticados na net fez-me, mais uma vez, produzir o meu próprio material.
Aproveitei os feriados e pontes e construi estas cardas.


Os panos de cardar mandei vir de Inglaterra por correio e chegaram cá em menos de uma semana.

As madeiras encontrei numa estância aqui perto, e o resto foi simples, uns parafusos, cola e muita calma.

Acabei por fazer 3 pares de cardas, um par fica comigo, o outro vai para a minha parceira de aprendizagem.
Já temos a lã, já a lavámos, já temos as cardas, os fusos vieram do curso na ervilha cor de rosa. Estamos prontas para trabalhar a lã.

Mãos à obra! Vamos fiar.

terça-feira, 8 de junho de 2010

A primeira

A meada não era grande mas foi a primeira. A primeira meadita… espero que de muitas.



Tinha ideia do que queria fazer com este fio, mas não sabia se sairia bem.
Da primeira vez trabalhei com agulhas muito finas, não ficou bom porque o fio é muito irregular. Repeti o trabalho com agulhas mais grossas. Parece-me que ficou bonito.



Nota-se que o fio não é regular. Em baixo nota-se a primeira lã trabalhada, lã de carneiro, que a Tita Costa trouxe. Depois vai-se notando um fio mais aperfeiçoado, mais macio de lã já cardada, é uma lã mais macia e fácil de trabalhar. Um dia, vai ser um quadro. Parece-me que é o melhor destino.
Ainda restou um pouquito de lã no carrinho de linhas.

O Desafio que está agora a “fermentar” é para uma meada de filigran azul (de Zitron), lindíssima, macia. Vamos ver que volta lhe damos…

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Dobar

Esta semana experimentei a minha dobadora. Funciona muito bem!
Já dobei as 3 meadas que estavam à espera de atenção, agora é só começar a trabalhar.

domingo, 6 de junho de 2010

A Lã

Quando estamos a aprender fazemos muitas asneiras, principalmente quando estamos a aprender sozinhos. O que nos vale são as ajudas que vamos encontrando na blogosfera, como é o caso da DonaPontoMaria, vamos trocando opiniões e talvez cheguemos a bom porto.
Começámos em Maio com as tosquias, o que nos valeu foram estes ajudantes…


Neste feriado começámos a lavar a lã. Como podem ver está bastante suja.


Quanto à lavagem da lã.... tinha uma guardada do ano passado. Está amarelita. Deve ser de ter sido guardada tão suja. Experimentei lavar na máquina mas não gostei. Ficou um bocado feltrada, apesar de ter sido lavada com água fria, detergente e sem centrifugar.

Ainda com a lã do ano passado, e depois de ter ouvido a Tita Costa, no workshop de fiação, fiz mais simples. Enchi um alguidar com água quente do esquentador e deixei lá a lã uma meia hora. Primeiro tirei-lhe a porcaria maior, porque estava mesmo suja.


Tirei a lã para um cesto da roupa, que até está partido por baixo, e deixei escorrer a maior.

Repeti mais 2 vezes.
Deixei-a secar ao sol no tal cesto que é bem arejado, mas tive que a virar várias vezes para secar por igual.


Notei a lã mais oleosa que a lavada com detergente na máquina. Segundo a Tita a lã com alguma gordura é mais fácil de fiar e parece-me que sim.
Quando repeti, com a lã deste ano, fiz igual. A lã ficou ainda muito suja mas macia e fácil de separar as fibras só com as mãos.


Ainda não experimentei com o fuso. Quando experimentar dou notícias.
Mas a próxima vai levar um bocadinho de detergente para ver se fica mais limpinha e se se continua a trabalhar bem.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Pôr a casa em ordem

Hoje é um dia bom para se pôr a casa em ordem.
Vou aproveitar para mostrar o bolero que a menina levou ao batizado do primo, ficou linda.



O fim-de-semana passado foi mesmo em grande, duas festas, almoço de família e batizado do primo mais novo. Grandes dias. Que venham muitos dias assim.


Como está na época, estamos em arrumações (falta de imaginação, mas faz falta). A salinha onde guardo as minhas tralhas já está a tomar rumo. Não estou a desgostar de como vão ficar os dossiers. Para amostra parece-me bem.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Experiências

Há muitos, muitos anos, quando passávamos férias em S. Pedro de Sintra, dávamos grandes passeatas pela serra… era tudo a pé, menos ir à praia.
Uma das visitas foi ao Palácio da Vila, lindíssimo e lindíssimos azulejos. As formas, as cores, fizeram-me pensar que poderiam dar uma manta. Mas nunca pensei muito mais nisso.
Há uns dias encontrei um quadrado de patchwork que me fez lembrar essa ideia. (está neste site - http://craftygemini.blogspot.com/2010/05/black-white-quilt-along.html)



Resolvi tentar reproduzi-lo em tricot.
Estamos ainda a tentar
A primeira ideia foi fazer quadrados de tricot na diagonal e mudar a cor a meio. Parecia que ficava bem, mas na montagem final os quadrados não ficam todos na mesma direcção.



E outro problema que me surgiu foi ter que coser tudo no final…. Não gosto de coser…

Agora a ideia é tentar fazer os quadrados e montar os novos quadrados a partir do primeiro para já não ter que os coser. Será que resulta? Vamos a ver…

A maior dificuldade ainda não é esta… a maior dificuldade é encontrar aqui cores que combinem e saber conjugá-las de forma harmoniosa… aí é que eu penso que está a “ciência”…

quarta-feira, 26 de maio de 2010

A Lancheira



Viver no Alentejo é bom…a calma, a paisagem, a natureza…
Mas é longe de tudo. Para qualquer coisa é necessária uma deslocação de carro.
Depois de ler um dos livros da Elizabeth Zimmermann comecei a seguir-lhe o exemplo.
Faço-me acompanhar desta lancheira que os filhos me “emprestaram”. Mas de lanche não tem nada.



Cabe cá tudo…
Agora o que cá vem é este trabalho, já começado no verão do ano passado. Estou sempre a fazer várias coisas ao mesmo tempo.

Quando vi pela primeira vez esta renda feita com duas agulhas fiquei encantada. Foi a Tia Maria quem me ensinou a fazê-la. Ela fazia-as sem papel, só de memória, montas tantas malhas, se se quiser fazer maior são tantas….
Depois disso fui vendo mais modelos, tirar o ponto é uma aventura, é um desafio. Confesso que é a parte de que mais gosto, conseguir descobrir-lhes o segredo, algumas escapam-se que a experiência não é muita.
Gostava de aprender mais sobre esta arte que se perde, pois quem as sabe fazer já tem alguma, boa, idade.
As agulhas foram “herdadas” da minha avó. Mas nunca a vi trabalhar com elas. Apareciam nas histórias de outros tempos, da minha bisavó, que usava agulhas feitas com raios das rodas de bicicleta… quem me dera que fosse agora para lhe pedir que me ensinasse a usá-las melhor…



Estas são destinadas a umas cortinas para um móvel de portas de vidro que mudou de função. Depois de prontas penso esticá-las para tomarem forma e colocá-las num pano de linho, com bainhas feitas com ajour… quantos anos ainda lhes faltarão para tomarem o lugar que lhes está destinado? Talvez seja este verão…


PS Só agora me ocorreu a falta de originalidade... esta lancheira deveria ser um tarro... temos que ver se remediamos a situação.